Alexandre Gallo não é o que o Vitória precisa

Depois de mais uma derrota, dessa vez para o Fluminense, o Vitória anunciou a contratação do seu novo treinador: Alexandre Gallo.


Anteriormente, Petkovic havia comentado sobre uma lista de 30 possíveis nomes para o cargo e desses sobrou Gallo. Custo acreditar que, dentro de tantos candidatos, Gallo foi aquele que melhor se adequou ao perfil do clube, aliado ao custo financeiro.


Moysés Suzart/EC Vitória
Moysés Suzart/EC Vitória

Gallo é apresentado como novo técnico do Vitória


O novo treinador chega com a missão de recuperar a equipe neste início desastroso de Campeonato Brasileiro, em que já estamos vislumbrando o rebaixamento ainda na quarta rodada da competição. Vale lembrar que o Vitória tem apenas 1 ponto em 12 disputados - 8% de aproveitamento.


“É um gás novo. Estou vindo aqui com uma vontade gigantesca de trabalhar. Tenho que ser o melhor Alexandre Gallo de todos os tempos. Vamos fazer todo o possível para que o Vitória volte a crescer o mais rápido possível”, afirmou Alexandre Gallo na sua apresentação.


Com perfil mais agregador e menos tático, Gallo terá que recuperar a confiança da equipe que não jogou um jogo sequer na temporada digno de aplausos. Priorizando o 4-3-3 com diferentes posicionamentos, as equipes treinadas por Alexandre Gallo buscam o jogo lateral com um centroavante fixo na frente e geralmente três volantes de diferentes caracteristicas na faixa central do campo. O resultado desse esquema é o alto número de gols sofridos por suas equipes. Talvez esse seja o grande motivo para que o técnico nunca conseguisse passar mais de uma temporada no mesmo clube.


Treinador desde 2004, Gallo passou por diversos clubes como Internacional, Sport, Figueirense, Ponte Preta, Santos, Náutico e Seleção Brasileira Sub-17, Sub-20 e Olímpica(2013-2015). O técnico foi demitido após o fracasso no Sul-Americano (Sub-20), quando a Seleção ficou apenas com a quarta colocação.


Gallo possui 2 títulos estaduais (Sport e Figueirense), 1 Recopa Sul Americana (Internacional) e quatro títulos “não importantes” nas divisões de base da Seleção Brasileira em dois anos.


Definitivamente, o novo treinador possui um perfil de projetos de curto prazo e uma carreira bem aquém de um técnico vencedor. Não é o perfil prometido pela direção. Assim fica díficil te defender, Vitória.


Que os deuses do futebol nos ajudem, pois vamos precisar de muito mais do que sorte.


SRN!


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ERRATA: Diferente do que foi publicado por este blog na postagem "O Vitória não é para amadores", o ex-diretor júridico, Augusto Vasconcelos, não foi denunciado ao conselho de ética e deixou o clube por razões pessoais. Sendo assim, o referido conselho não possui competência para averiguar demais boatos que sairam na imprensa. O blog pede desculpas a Augusto e demais familiares que se sentiram ofendidos com a postagem.