Vasco vence o Grêmio com show de torcida 'ausente'

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Mateus Vital comemora o gol: além de ser seu primeiro como profissional, garantiu a vitória sobre o Grêmio


Zé Ricardo, estreando como treinador do Vasco, teve a ajuda de Mateus Vital (estreando como artilheiro) para garantir uma vitória na sua primeira partida como comandante cruzmaltino. O 1 a 0 sobre o Grêmio não foi de encher os olhos de ninguém, mas deu sinais de um time mais seguro defensivamente e eficiente quando parte para o ataque.


E nem há o que discutir se falarmos em quem procurou mais o jogo. O Grêmio, atuando com o que pode chamar de força máxima, tem muito mais entrosamento e padrão de jogo que o Vasco, isso sem falar na qualidade do seu elenco. E sabendo disso, fizemos o que um monte de outros times badalados na competição faz, sem receber as críticas que nós estamos acostumados a ouvir: jogamos no erro do adversário.


Por isso mesmo, mesmo tendo mais posse de bola, não foi o Grêmio quem criou as melhores chances de gol. Na prática, fomos muito pouco ameaçados e Martin Silva pouco fez no jogo. Já no ataque, Nenê, Mateus Vital e até Bruno Paulista e Wellington poderiam ter marcado, perdendo chances claras. Mateus, que teve duas boas oportunidades, marcou o seu e garantiu a vitória.


Foram três pontos importantíssimos na sequência da competição e mesmo que tenhamos dormido no G6 (o que certamente não se manterá ao fim da rodada), ainda é preciso ter calma e evitar arroubos de euforia. Ainda precisamos de uma série maior de bons resultados para ficarmos realmente tranquilos para aí, sim, pensarmos em voos maiores no Brasileiro. De qualquer forma, a estreia do Zé mostrou que temos todo direito de acreditar em um final de ano bem mais feliz do que previam os pessimistas de sempre.



As atuações...


Martin Silva – sem muito trabalho, mostrou segurança nos poucos chutes que o Grêmio acertou na direção do gol.


Madson – mesmo tendo maiores responsabilidades na parte defensiva, fez uma das melhores jogadas do primeiro tempo, acertando – PASMEM! - um cruzamento para Nenê, que perdeu o gol. Saiu após levar uma pancada e deu lugar ao Yago Pikachu, que também ficou mais preso à cobertura da sua lateral.


Breno – tirando algumas quase pixotadas na frente da área (principalmente quando havia um monte de jogadores embolados), foi bem. Ajudou inclusive na saída de bola, subindo até o meio de campo para entregá-la aos meias.


Anderson Martins – bem no confronto direto com os atacantes gremistas e sem pudores em dar chutões quando necessário. Como o Breno, ajudou a iniciar algumas jogadas pelo seu lado da zaga.


Ramon – depois de garantir a vitória contra o Flu, foi mais uma vez decisivo acertando belo cruzamento para Mateus Vital marcar seu gol. Defensivamente também foi bem.


Wellington – não podemos esperar um futebol vistoso dele, mas carregou um pouco o piano de proteger a zaga, já que era o único volante de origem no time em boa parte do jogo. Perdeu uma boa chance por total falta de cacoete para a função de atacante.


Escudero – fez algumas boas tabelas, mas como segundo homem de meio de campo, deveria ser mais eficiente na marcação. Quando o jogo se encaminhava para o fim, deu lugar ao Bruno Paulista, que entrou para fechar de vez o meio de campo. Não comprometeu no combate, mas errou passes demais. Perdeu um gol feito.


Mateus Vital – vem subindo a olhos vistos de produção e ontem confirmou a melhora marcando seu primeiro gol como profissional. Criou boas jogadas e mostrou personalidade. Quase marcou um segundo gol logo depois do primeiro, em chute que passou rente à trave.


Wagner – muitos se preocuparam com a escalação do Escudero como segundo volante, mas no fim das contas o pior jogador do meio de campo foi o Wagner. Uma nulidade completa. Deu lugar ao Paulinho, que até conseguiu trazer maior velocidade para os contra-ataques, mas não chegou a levar perigo ao gol gremista.


Nenê – mesmo com uma atuação discreta, participou de lances importantes no ataque: perdeu um gol feito após receber boa bola de Madson, iniciou a jogada do gol com uma arrancada e colocou o Bruno Paulista na cara do gol.


Andrés Rios – a forma do Vasco jogar não lhe favoreceu muito, tendo pouco a fazer como pivô com o time jogando no contra-ataque. Acabou tendo que ajudar na marcação, principalmente no segundo tempo.


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Gazeta Press
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A torcida vascaína deu um show nas ruas no entorno de São Januário


Na sua volta a São Januário, o Vasco teve que atuar com portões fechados, sem a presença da sua torcida nas arquibancadas. A punição imposta pela CBF teria acontecido pelo tumulto criado por vascaínos na partida contra o Flamengo pelo primeiro turno do Brasileiro.


Ontem ficou provado o equívoco dessa afirmação.


Não foram vascaínos que criaram a confusão no clássico. Foram marginais usando a nossa armadura. Vascaínos de verdade são os que foram à Colina, mesmo sem poderem entrar no estádio e deram sua força desde a chegada do time até o apito final do jogo. Quem estava dentro de São Januário e fechasse os olhos imaginaria, pelos gritos da torcida vindos da rua, que as arquibancadas estavam cheias. O time venceu sem dar espetáculo, mas a torcida vascaína deu um verdadeiro show.


Essa é uma prova de apoio que muitos poucos clubes já tiveram a chance de ter.