Abaixo da crítica: Vasco não entrou em campo contra o Cruzeiro

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Como bem ilustra a foto, o Cruzeiro sobrou em campo na vitória sobre o Vasco


Para alguém que escreve sobre o Vasco, é complicado falar algo sobre a derrota por 3 a 0 imposta pelo Cruzeiro ao time. Isso porque é difícil encontrar o que dizer sobre o nada. Nada é praticamente tudo o que o cruzmaltino fez ontem no Raulino de Oliveira.


O primeiro gol que sofremos - mais um nos minutos iniciais da partida – é uma síntese da atuação vascaína: desatenta, sem poder de reação e sempre falhando quando não pode. Uma bola alçada na área, sem muita velocidade, passar por toda a defesa e morre mansamente nas redes de Martín Silva é algo imperdoável. Já o lance do segundo gol, uma falha individual canhestra resultando em uma penalidade, sintetiza várias das derrotas que tivemos nesse campeonato.


Perdendo por dois gols de diferença ao 20 minutos do primeiro tempo, o que o Vasco fez para tentar a reação? Nada. Não criou, não finalizou, não criou chances, nem ameaçou a Raposa. E podemos até considerar uma sorte que o Cruzeiro também não tenha demonstrado muita vontade em fazer qualquer coisa. O esforço que o time mineiro precisou para anular o Vasco foi mínimo. Assim como pareceu ser extremamente fácil marcar o terceiro gol, já no final da partida.


Com a derrota, perdemos uma posição e o pelotão das posições inferiores na tabela colou na gente. Isso não deveria ser motivo para preocupações extremas, mas é difícil não considerar que estamos pelo menos com o sinal amarelo ligado. Mais uma derrota - lembrando que jogaremos contra a Ponte em Campinas na próxima rodada - e será inevitável uma queda na classificação que nos deixará às portas do Z4. E todo mundo sabe, inclusive Milton Mendes, que jogando da forma como jogamos ontem, será bastante complicado vencer não apenas a Macaca, mas qualquer adversário no Brasileiro.



As atuações….


Martin Silva – mesmo que não sofra o que chamamos de frango, nosso goleirão parece ter adquirido o hábito de levar gols defensáveis, como foi o primeiro do Cruzeiro. Nos outros gols nada poderia fazer e ainda fez uma ou outra boa defesa.


Gilberto - no primeiro tempo não conseguiu ser efetivo no apoio. No segundo também não, mas foi mais irritante, já que subiu várias vezes e desperdiçou todas as jogadas com cruzamentos ruins, bolas atiradas no corpo dos marcadores e chutes sem direção.


Lucas Rocha – não chegou a decepcionar na sua estreia pelo time, principalmente se levarmos em consideração a atuação do seu companheiro de zaga.


Rafael Marques – a penalidade estúpida que cometeu só não foi pior que sua declaração ao sair para o intervalo, quando procurou justificar o chute que acertou na cara do Sassá com o “fim de qualquer esquema” quando o time sofreu um gol aos dois minutos de jogo.


Henrique – os dois primeiros gols aconteceram em jogadas pela sua lateral. E provavelmente o terceiro só não nasceu de uma jogada pela esquerda por acontecer com o Henrique já fora de campo, depois de ser substituído pelo Manga Escobar, que não conseguiu contribuir com absolutamente nada.


Jean – único cão de guarda do time por quase todo o jogo, não conseguiu fazer o necessário para evitar que o Cruzeiro fizesse o que queria na partida.


Wellington – com o time precisando reverter uma diferença de dois gols com apenas 20 minutos de jogo, acabou sacado antes de fazer qualquer coisa. Thalles entrou em seu lugar e só conseguiu chutar pela primeira vez na segunda metade do segundo tempo. Praticamente não foi acionado.


Wagner – sem ritmo e sem nada de útil para apresentar ao time. Deu lugar ao estreante Andrés Rios, que só foi notado ao tomar um cartão amarelo.


Paulinho – se esforçou para levar o time ao ataque, mas sem ter com quem dividir a função de criar jogadas, acabou sendo anulado pela defesa cruzeirense. Foi o autor da melhor finalização do Vasco na partida, um chute de fora da área que passou perto da trave, ainda no primeiro tempo.


Escudero – começou a partida mais centralizado, com a função de municiar o ataque. Com a saída de um volante, passou a jogar mais recuado. Acabou o jogo atuando na lateral esquerda. Ou seja, conseguiu ser uma nulidade em três posições diferentes.


Paulo Vitor – se movimenta muito por dois motivos: primeiro, porque tinha a função de dar combate às subidas do lateral esquerdo adversários; e por último, se não corresse para buscar jogo, não receberia nenhuma bola, tamanha a falta de criatividade do meio de campo vascaíno.