Vasco 0 x 1 Atlético-PR: muita vontade, pouca organização

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Paulo Vitor foi um dos que mais lutaram, mas seu esforço não foi o bastante para levar o Vasco à vitória


Quem esperava outra bela atuação do Vasco jogando contra outro Atlético, certamente se decepcionou muito com a vitória do Furacão no Raulino de Oliveira pelo placar mínimo. O que deveria ser a consolidação de uma equipe vascaína mais consistente, apesar de bem mais jovem, acabou se tornando uma das atuações mais fracas do time em toda competição.


Não que tenha sido uma partida completamente terrível. Aliás, pelo que se viu no campo, o Vasco sequer merecia perder o jogo. Mas também estivemos longe de ter merecido vencer: a garotada mostrou disposição e vontade, mas faltou mostrar também organização para superar um adversário que sabia muito bem o que queria.


Diferente do Galo, o Atlético-PR não cedeu os espaços que seu xará mineiro nos ofereceu na última rodada. E diante de um adversário com maiores preocupações defensivas, os garotos não conseguiram encontrar alternativas para surpreender.


Aí bastou ao rubro-negro jogar pela famigerada bola solitária, que invariavelmente aparece quando algum vascaíno comete uma falha bizarra, como fez o Henrique ontem. Mas não podemos colocar apenas na conta do lateral essa derrota. E não apenas pelo lance do gol (antes da entregada do Henrique, dois jogadores foram tentar impedir o contra-ataque indo de primeira na bola e foram facilmente driblados), mas também porque tínhamos tempo de sobra para reverter o placar e não fizemos o bastante para conseguir isso.


A derrota não é o fim do mundo, não é motivo para questionar a utilização dos garotos (ainda mais com o elenco que temos) e nem serve para iniciar uma série de previsões catastróficas. Mas seria bom que parássemos de reanimar defuntos na competição: assim como o São Paulo, o Furacão também estava há nove rodadas sem vencer e bastou pegar o Vasco para dar um respiro na tabela. Essas caridades são ruins porque impedem de avançar na classificação e fazem com que o pelotão de baixo se aproxime.



As atuações….


Martín Silva – nada poderia ter feito no gol, e fez pelo menos uma grande defesa. Mas deu algumas vaciladas, numa delas, caçou borboletas e quase sofreu um gol bobo no primeiro tempo.


Gilberto - apoiou muito, mas acertar um cruzamento que é bom, neca. Também resolveu que era o dia de arriscar chutes do meio da rua, sem qualquer resultado. E vale lembrar que a jogada do gol saiu pela sua lateral.


Rafael Marques – mesmo com seu estilo estabanado, não chegou a comprometer. Foi bem nos cortes dos cruzamentos à nossa área.


Jomar – se impôs pelo físico e se deu bem na maioria dos lances, mas estava meio perdido no lance do gol. Podia reduzir – muito – suas tentativas de lançamento.


Ramon – vinha bem, marcando com atenção e ajudando no apoio, até se machucar e sair dando lugar ao Henrique. Acabou sendo uma alteração decisiva: além de falhar clamorosamente no lance do gol do Atlético, não conseguiu fazer nada de útil no apoio. E ainda foi azarado, quase marcando um gol no último lance da partida, sendo impedido por um toque sutil do goleiro Weverton, que desviou a bola.


Jean – levou um amarelo logo no começo do jogo e teve que jogar de forma mais contida. Surpreendeu em algumas boas viradas de bola.


Bruno Paulista – também amarelado no começo do jogo, errou tudo o que tentou depois disso.


Guilherme – mais uma vez não rendeu como titular. Se movimentou muito, mas errou muito e acabou sacado no intervalo para a entrada do Thalles, que passou o segundo tempo inteiro se jogando na bola e não conseguindo alcançá-la.


Mateus Vital – tentou criar jogadas, mas não conseguiu superar o sistema defensivo adversário.


Paulinho – outro que não conseguiu se criar pra cima da marcação. Em alguns momentos tentou resolver as jogadas individualmente, mas acabou concluindo bem os lances. Deu lugar ao Manga Escobar, que entrou quando o Vasco já partiu para o abafa de forma desordenada e foi menos acionado do que deveria. Ainda sim fez duas boas jogadas que quase nos levaram ao empate.


Paulo Vítor – foi quem mais deu trabalho à defesa atleticana. Passou a jogar aberto pela direita no fim do jogo, mas pecou nos cruzamentos, todos imprecisos. Quase empatou o jogo no último lance, numa pancada que estourou no travessão.