Garotada resolve mais uma vez e Vasco bate o Galo no Horto

www.vasco.com.br
www.vasco.com.br

'Trem bala' repaginado: o bonde dos moleques fez a festa vascaína no Horto


A importância da vitória do Vasco sobre o Atlético-MG por 2 a 1, em pleno Horto, vai além dos três pontos conquistados e da consequente subida que demos na tabela. Bater o Galo fora do Rio, sem aqueles que muitos ainda consideram como os principais nomes do elenco e com um time recheado de garotos vindos da base também foi importante por dar à torcida a esperança de um bom futuro para o futebol do clube.


E não estou falando com os olhos do vascaíno encantado com o futebol do Paulinho, Paulo Vitor, Guilherme Costa e Mateus Vital ou com a visão de negócios por imaginar que em pouco tempo eles valerão uma bela grana para o Vasco. Não é nada tão romântico, nem nada tão mercantilista.


Quando falo futuro, estou falando da impressão de que podemos esperar mais do Vasco já nessa competição. Ainda que o Galo não esteja no melhor dos momentos, a garotada provou que pode jogar sem que a equipe perca em competitividade. Não foi apenas o bom desempenho ofensivo vascaíno que chamou a atenção, mas também a aplicação tática dos garotos. Eles trouxeram de volta a alegria do time, sem dar demonstração de algum tipo de imaturidade ou irresponsabilidade defensiva.


Agora o problema está nas mãos do técnico. Milton Mendes já disse que é preciso ter cuidado com o lançamento dos meninos no time titular. O treinador está coberto de razão, não se pode queimar a molecada com o time numa situação ainda não muito estável. Mas é aquilo: se os medalhões voltarem ao time e o Vasco não for tão convincente em campo, Mendes não terá muitos argumentos para justificar a reserva dos garotos.



As atuações…


Martín Silva – estava um pouco adiantado no lance do gol, mas não tinha como esperar a bobeira da defesa ao perder a bola nem a precisão da bomba que o volante Yago acertou. No resto do jogo não teve tanto trabalho.


Gilberto – correria pra ajudar na marcação e para subir ao apoio. Foi melhor defensivamente que na parte ofensiva, onde não conseguiu acertar os cruzamentos.


Paulão – não chegou a falhar pois saiu contundido no começo do jogo. Deu lugar ao Jomar, que deu calafrios na torcida ao levar um amarelo antes mesmo de tocar na bola, mas segurou a onda até o fim.


Rafael Marques – foi muito útil rebatendo umas setecentas bolas cruzadas para nossa área.


Ramon – não foi tão presente no apoio por precisar contar os avanços do Galo pela sua lateral. E se saiu bem na maioria do tempo.


Jean – tem marcado com a mesma disposição, mas de uma maneira mais sutil, precisando apelar menos para as faltas. Foi bem no jogo.


Bruno Paulista – comprometeu uma boa atuação perdendo a bola que originou o gol do empate atleticano de maneira infantil. Ainda assim, fez bem a saída de bola do time e foi firme na marcação quando necessário. Mais uma vez saiu contundido, dando lugar ao Wellington, que se ateve ao combate e não comprometeu, mesmo nos momentos de maior pressão do adversário.


Escudero – como sempre, o homem de uma jogada só: pelo menos foi acertando bela assistência para Paulinho marcar seu primeiro gol. O problema é que isso aconteceu aos 13 minutos do primeiro tempo e depois disso o hermano não fez mais nada digno de nota. Deu lugar ao Guilherme Costa, que mais uma vez mudou a cara do jogo, fazendo com o que o time efetivamente criasse contra-ataques perigosos. Num desses, puxou o contragolpe e deu a assistência para Paulinho marcar seu segundo gol.


Mateus Vital – o que menos apareceu entre os garotos da base. Criou pouco e pouco ameaçou a defesa adversária.


Paulinho – o garoto de dezessete anos acabou com o jogo, marcando dois gols e garantindo mais três pontos para o Vasco. Em duas partidas já deixou claro que, bem trabalhado, será importantíssimo para o time sonhar com voos mais altos.


Paulo Vitor – assim como o Fabuloso e o Thalles, também jogou isolado no ataque. Mas mostrou muito mais disposição que o veterano e agilidade que o outro centroavante rotundo do time.