Além dos adversários, Mendes precisa observar a garotada do Vasco

Gazeta Press
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O olho vivo que Mendes lançou aos nossos futuros adversários deve ser mirado para a base também


Cabeça vazia, oficina do diabo”, diz o ditado. Sem ter o Vasco em campo, resta à torcida procurar algo para se ocupar. No caso da ida do Milton Mendes à final do Estadual, podemos dizer que a procura foi por chifre em cabeça ou pelo em ovo. Resumindo, se preocupar com esse tipo de situação não é apenas perda de tempo, mas também ignorância: uma das funções de um bom treinador é procurar conhecer seus adversários, e vê-los em campo (no estádio - e não em VTs com câmeras que raramente favorecem uma visão mais ampla dos times) - é parte do seu trabalho.


Mendes explicou a situação, revelou que o Maracanã Mais foi o setor que ele arrumou para ver o jogo e é isso. Achar que um treinador do Vasco apareceria conscientemente confraternizando com flamenguistas é um total despropósito. Aliás, se assim fosse, seria realmente algo cabível de demissão, porque não daria para confiar em um técnico que cometesse tamanha burrice.


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Agora que a saída do Rodrigo foi confirmada, oficialmente temos apenas três zagueiros no elenco, e um deles, recém-egresso da base. Enquanto os reforços para o setor não são confirmados – diz a imprensa que Paulão, do Inter, teria acertado e Anderson Martins estaria mais distante –, o jeito é improvisar. Segundo o próprio técnico, o terceiro zagueiro no esquema 3-6-1 que Mendes pretende implantar será Bruno Gallo.


Com o que temos hoje no elenco, não fosse o Gallo, acabaria sendo o Julio dos Santos. Com essas opções, talvez seja o caso do treinador, além de conferir o que fazem nossos adversários, dar mais uma olhada no time sub-20, que está muito bem na Copa do Brasil da categoria. Pelo menos até contratarmos algum zagueiro de verdade.