Bola da Vez: o cansaço do 'Dotô Eurico'

Gian Oddi / ESPN
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Eurico Miranda - e seu inseparável charuto - nos bastidores do Bola da Vez


Durante a noite de ontem, a hashtag #EuricoNoBolaDaVez virou trending topics mundial nas redes sociais. Isso mostra o quanto o presidente do Vasco, goste-se ou não, ainda desperta a atenção do público que acompanha o futebol. É inegável sua relevância na história do esporte no país, o que o alça ainda à figura de mito.


Isso, que fique claro, não é necessariamente um elogio, ainda mais nos dias de hoje, quando o termo "mito" vem sendo empregado para classificar algumas das mais tristes personalidades nacionais. E não deixou de ser meio triste ver o Eurico Miranda no programa Bola da Vez de ontem, não só pela própria pessoa do dirigente, mas também pelo Vasco.


Em se tratando do presidente vascaíno, a tristeza fica por conta de termos visto, na prática, como uma pessoa pode decair com a idade. Eurico hoje mostra, pelos olhos cansados e pela necessidade de aumentar o tom de voz para emular uma altivez já perdida, uma pálida sombra do rolo compressor que sempre foi por onde quer que passasse.


Pena também o Eurico ter mudado em algumas coisas e continuar o mesmo em outras, todas ruins:



  • Continua desconversando e mudando de assunto quando é impossível ter uma resposta convincente para uma pergunta feita (por exemplo, mudando a definição do termo nepotismo para defender os cargos de diretoria de dois dos seus filhos).

  • Segue distorcendo os fatos para que eles caibam no que considera ser verdade (ontem, chegou a atribuir um título ao Cristóvão como treinador do Vasco para justificar sua contratação).

  • Mantém o hábito de se aferrar às suas convicções, mesmo as mais equivocadas (como defender a Ferj e seu Campeonato Estadual falimentar).

  • E, claro, ainda segue com a empáfia, a intransigência e a bravataria de sempre.


No que pode haver de positivo e negativo no termo, o “Dotô Eurico” sempre foi um personagem. Agora, o septuagenário Sr. Eurico Ângelo de Oliveira Miranda tenta representá-lo a todo custo, mas, como não poderia deixar de ser, sem o mesmo vigor de outrora.


E a tristeza pelo Vasco? É saber que o clube é gerido pela sombra de um personagem que já foi e que vive preso ao passado, justo em um tempo em que tentar antever e se preparar para o futuro é a única forma de ser bem sucedido no esporte.


Mas não se preocupem. O dotô disse que esse ano o Vasco vai para as cabeças. E se o dotô falou, tá falado.