Saída de Wimmer é um chacoalhão para o Tottenham se mexer


“24 anos é exatamente a idade na qual nada é mais importante do que estar jogando regularmente, não só estar treinando semana após semana para sentar no banco durante os jogos”.



No dia de sua reapresentação no CT, Kevin Wimmer quebrou o silêncio que persistia desde o início da janela de transferências. Depois de ter jogado só 15 jogos de Premier League pelos Spurs desde que chegou há dois anos (veio do Köln, por £4m), o zagueiro pediu pra sair e deu uma chacoalhada no clube que parece estar sem a menor intenção de se movimentar nessa janela de transferências.


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Wimmer vai buscar a regularidade que precisa em outro lugar


No último texto aqui no blog, cheguei a dizer que o austríaco poderia estar de malas prontas de acordo com alguns tabloides, mas mesmo assim sua permanência era quase garantida. Que papelão. Ao que tudo indica, suas pretensões divergiram bastante com as de Pochettino, que assegurou não ter o intento de vender nenhum atleta.


“O melhor cenário seria continuar na Premier League. Nos próximos dias, meu foco estará na análise das propostas que chegarem. Ficarei de olhos abertos para chances de ser titular numa liga de alto nível”, disse o zagueiro.


Por mais que perder um bom jogador nunca seja algo essencialmente positivo - ainda mais uma peça de reposição tão importante como Kevin é (era?) -, o pedido do garoto faz urgir a necessidade do Tottenham sair do marasmo para apresentar algo concreto nessa janela.



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Por outro lado, os jornais argentinos já dão como certa a negociação dos Spurs com Juan Foyth, zagueiro do Estudiantes. Agenciado por ‘La Brujita’ Verón, o beque destro de apenas 19 anos é cotado para fazer dupla com Emanuel Mammana, do Lyon, no miolo de zaga albiceleste num futuro próximo. De acordo com ‘El Dia’, Pochettino gostou do que viu em La Plata e está disposto a fechar negócio por £8m - mas até agora, são só rumores.


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Wimmer havia renovado seu contrato com o Tottenham há um ano, estendendo seu vínculo até 2021


Pra não dizer que os responsáveis pelo recrutamento de reforços não estão sendo ágeis ou úteis, é fato que a janela de transferências também não facilita. O poderoso Manchester United investir 75 milhões de libras num jogador que não mudaria uma letra no nosso time titular mostra quão difícil está esse mercado para nós. Peças de reposição são um caso à parte, mas aquele grande jogador que muitos insistem que deveríamos contratar para “subir de patamar” não chegaria por muito menos do que isso.


Está cada vez mais difícil encontrar jogadores que se encaixam nos moldes do clube e estão dispostos a sair por quantias não tão exorbitantes quanto as especuladas por aí (que estão, de fato, muito além do que Daniel Levy está disposto a desembolsar). Além disso, neste momento delicado no qual o clube economiza recursos para a construção do novo estádio e a revitalização do bairro, abrir os cofres não é um movimento tão simples assim.


Do jeito que a bonde está andando, qualquer contratação (além de um zagueiro para o banco) será inesperada e surpreendente. Pela lentidão e apatia aparentes, a mensagem transmitida pela diretoria e comissão técnica é de que o investimento será, mais do que nunca, no progresso “de dentro para fora” - opção bem mais arriscada do que um cheque de 40 ou 50 milhões de libras.


Mas tudo isso também é baseado em observação e especulação - ou seja, ninguém tem certeza de nada até aquele tweet oficial aparecer (ou não) na nossa timeline.