Quatro pontos: a briga pelo título da Premier League está viva

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Quatro pontos.


O atropelo sobre o Bournemouth no sábado não valeria de nada se não fosse a vitória do United hoje - e o grande Lucas Filus já destrinchou a partida aqui no ESPN FC. Até alguns momentos atrás, a sequência invejável de triunfos e grandes atuações era só o Tottenham mostrando que consegue brincar de gente grande sem deixar a pelota cair. No fundo, aliás, era um esquenta pra copa. As escalações mistas e os testes no rodízio do elenco mostraram que Pochettino estava fazendo experimentos visando a hora H.


Pois bem, a hora H chegou bem antes do imaginado. Não há nada pra comentar sobre a performance dos Spurs - estamos nos aproximando da perfeição semana após semana. O que importa é que com a derrota no Old Trafford, o Chelsea começa a olhar pra trás com algum desespero. E nós estamos na espreita, esperando a hora do bote.


A tabela do Tottenham é mais complicada? Sem dúvidas. Além de Crystal Palace, West Ham, Leicester e Hull fora de casa, vamos encarar Arsenal e Manchester United no White Hart Lane. Pedreira atrás de pedreira até o último suspiro.


Os bonecos de Abramovic pegam Southampton (C), Everton (F), Middlesbrough (C), West Bromwich (F), Watford (C) e Sunderland (C). Nenhuma grande ameaça, mesmo que Everton e WBA possam dar algum trabalho. Com a cabeça no lugar, não dá pra imaginar grandes tropeços, mas a distância não é mais de onze ou sete pontos e a água já parece estar chegando no umbigo de Antonio Conte e companhia. 


Não nego que nossa esperança seja mais baseada na emoção do que na razão; afinal, no papel, o título já tem dono há algumas rodadas. Mas, outra vez: papel queima e o Tottenham está em chamas.


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Algo te preocupando, Conte?


Seis jogos.


Agora, mais do que nunca, é hora de mergulhar de cabeça. Temos outra oportunidade de realizar o que já era pra ter acontecido, se não fosse aquele acidente natural chamado Leicester City, mas dessa vez o negócio é mais palpável. Hoje o mundo inteiro não está torcendo pelo nosso fracasso e a resiliência dessa equipe têm se mostrado incomparavelmente maior em relação à temporada passada. 


Aliás, parece muita areia pro caminhão, mas ainda devo lembrar que temos outra taça pra disputar. E a FA Cup é, sem dúvidas, um objetivo mais “alcançável”, mas temos fichas o suficiente pra apostar nas duas mesas. Audere est facere. Não vou engolir aquele papo de que mais vale um passarinho na mão do que dois voando - não enquanto eu tiver a certeza de que Pochettino pode trazer ambos pra casa.


Nosso time é muito mais do que um conto de fadas, uma desventura ou uma faísca de progresso. Estamos vendo um grupo que executa algo além do que a gente fantasiava, que tem um compromisso com o espírito pelo qual o clube ficou famoso no século passado, que reflete o que há de mais positivo na torcida, criando um elo especialmente forte entre tudo o que envolve nosso nome e nossas cores. Grandeza orgânica, desenvolvida de dentro pra fora. Era isso que a gente queria, não era?



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Quatro pontos.


Seis jogos.


Leia “A igreja do Tottenham” outra vez. Recontextualize. Sorria. Se deixe levar pela excitação. Agora é a hora de acreditar.