Kane e Alli estão ajudando a 'destruir' o bom futebol

Quando Harry Kane marcou seu primeiro gol na vitória contra o Everton, a beleza do petardo que abriu o placar foi ofuscada por uma afronta ao futebol, seus princípios e sua essência.


Veja, no vídeo abaixo, a delinquência cometida sem nenhum pudor pelo autor do gol junto a seu nefasto compatriota Dele Alli:



Por sorte, a maior parte da imprensa britânica (ver aqui e aqui) e uma boa porção da mídia social brasileira corratamente execraram o ato “comemorativo” de Alli e Kane. As proporções negativas consequentes nas mesas redondas britânicas no domingo também foram relevantes - e não era pra menos. 


Transgressões como essa são fruto do famigerado futebol moderno. Passam batidas aos olhos dos mais ingênuos, mas são verdadeiras malfeitorias que colocam em cheque a integridade não só dos atletas, como também da agremiação e do próprio esporte.


A notória falha de caráter num momento tão valioso para o espetáculo, porém, não é exclusividade dos dois jovens ingleses. Paul Pogba, por exemplo, ficou famoso por seu insolente dab que contaminou tantos outros jogadores mundo afora - o francês, inclusive, também é adepto de cumprimentos “excessivos” com seus colegas de grupo. Neymar é outro que compensa sua incapacidade técnica com a bola nos pés fazendo dancinhas e brincadeiras a todo momento. Roger Milla, Paul Gascoigne e Brian Laudrup são parte de uma infinidade de outros palhaços que ficaram ou ficarão marcados por seus defeitos morais latentes na hora de levar o jogo a sério.


O futebol, esporte mais frio e calculista da humanidade, se desgasta cada vez mais com esse tipo de manifestação jocosa. A falta de prudência e seriedade dos praticantes em nível profissional coloca o jogo num processo perigoso de desmoralização contínua. Jogadores são trabalhadores como nós, oras, e ninguém é pago para ficar de brincadeira durante o expediente; imagine um corretor comemorar com um aperto de mão especial cada contrato fechado na firma, ou um taxista fazer uma dancinha depois de cada corrida.


Párias como Kane, Alli e tantos outros estão lentamente matando o futebol que amamos. Foi-se a época em que Odvan e Cocito representavam a essência do esporte ao se perfilarem de chuteiras pretas e expressões fechadas. Agora, que haja um Durval para conter cada facínora que insiste em degradar moralmente o jogo mais sóbrio, metódico e correto do planeta.


*Talvez contenha ironia.