9 jogos, 3 vitórias, taça que não vale R$ 1,09: os números de Luxa no Sport

Tinha tudo para ser um grande barato. Juvenil da base e torcedor do clube marcando gol do título em final no sertão, volta com a taça de ônibus em mais de sete horas de estrada e chegada com uns tantos torcedores esperando.


Mas era uma partida final de estadual disputada mais de meia centena de dias depois do primeiro jogo. Os dois decididos em revisão de vídeo.


O uso de árbitro de vídeo na decisão só serviu para atrapalhar um campeonato já confuso e falido, no qual teve time entrando em campo à noite sem ter sequer almoçado.


A única chance de terminar de uma maneira memorável seria ir aos pênaltis, as cobranças se alternarem madrugada adentro, São Pedro mandasse um dilúvio e um raio partisse a taça em duas. Afinal, a noite era desse santo menor, não de Magrão.


Sem esse elemento místico, foi só uma vitória mínima que logo se tornou menos interessante do que saber se Diego Souza fica no Sport ou vai para o Palmeiras.


Como Diego ficou - por enquanto -, o que interessa são os números do Sport Club do Recife com o atual treinador: três vitórias em nove jogos, 41,38% de aproveitamento, ou seja, ainda abaixo do esperado.


Por outro lado, nos últimos três jogos o time teve um aproveitamento é de quase 78%, digno de campeão pernambucano e suficiente para estar fora da zona de rebaixamento


No próximo jogo, em casa, ele tem a chance de chegar ao 4-3-3 de vitórias, empates e derrotas sob seu comando e finalmente atingir os 50% em 10 jogos, o mínimo exigido a qualquer treinador que se diga de primeira linha.


Ou seja: se não ganhar domingo, o título pernambucano vai valer menos que um real e nove centavos.


Como os times receberam só os direitos de transmissão pela TV e não teve premiação, não valeu nem isso mesmo.