Tem coisas que nem Deus resolve no Sport, muito menos Luxemburgo

A fé move montanhas, já dizia aquele superestimado best-seller, a Bíblia.

Mas não tem fé nem Deus que faça Rogério ser inteligente ou ter espírito de equipe.


Não é Deus que vai fazer Diego Souza correr às vésperas de jogo da Seleção Brasileira. E às vezes nem precisa disso para dormir em campo.

Não dá para esperar que Ele faça Matheus Ferraz aprender a diferenciar futebol de rugby. É mais fácil acabar com a miséria no mundo.

Deus não vai fazer Durval rejuvenescer, por mais que muitos acreditem até hoje que sejam a mesma pessoa.

Nem mesmo se André corresse o campo inteiro REZANDO teria jeito.

Esqueçam as orações, os louvores, os despachos, as oferendas, as promessas, o boi pago ao pai de santo e o escambau. Nada disso vai funcionar.

O que funciona é olhar para os zagueiros do elenco no começo da temporada e perceber que havia um já no ocaso na carreira, dois que vivem no departamento médico e outro que não sabe direito o esporte que pratica e contratar peças de reposição naquele momento e não no meio do ano.

O que funciona é saber que se você contrata um lateral-esquerdo gringo que é constantemente chamado para a seleção de seu país, você tem que ter outro que o substitua à altura e não queimar moleque que acabou de subir da base.

Não adianta pedir a Deus que resolva esses problemas. Nem a Vanderlei Luxemburgo, que vai para um jogo em Santa Catarina com UM lateral em condições de jogo - o tal Evandro, que não tem sequer dez partidas como profissional.

Perder de 1 x 0 para um time que não tinha marcado gol no campeonato é do jogo. Mas perder sem dar um chute a gol nem Deus explica.