Sport: o maldito videotape, o 7 x 1 piorado e a obrigação de ter fé

É difícil se importar com estadual quando se tem quatro outras competições para disputar, mas é assim que funciona para quem é arrogante como folcloricamente o Sport Club do Recife é


Diz que vai disputar o estadual com time reserva, mas põe um monte de titulares nos clássicos… e não vence nenhum na fase classificatória. Na semifinal elimina o Náutico, o que não tem nada de meritoso.


Novamente cheio de titulares, disputa a ida da final, faz 1 x 0, se contenta e toma um gol de pênalti que nem o videotape conseguiu convencer o juiz de que ele não existiu.


Não é o videotape que é burro, Senhor Nelson. São os árbitros mesmo.


Dane-se estadual, que só será decidido 42 dias depois da primeira partida. Até lá muita bola vai rolar por coisa mais importante - sem querer desmerecer os estaduais, mesmo que se minta um pouquinho.


Por exemplo, a Copa Sulamericana, eterna “prioridade” da temporada, pela qual o Sport nunca marcou um gol no exterior e apenas um como visitante em cinco participações consecutivas. E não foi contra o Danubio, em uma das partidas mais lamentáveis da história recente do clube.


Podia perder por três gols de diferença desde que marcasse um. Perdeu por 3 x 0 que só não foi quatro porque o bandeirinha estava bem atento e anulou um gol marcado com a mão que se tornou expulsão.


Entre tantas competições, pareceu consenso de que a de descarte seria aquela que tivesse viagens ao exterior. Fez-se de tudo para perder a classificação no tempo normal, mas ainda teve pênaltis e - surpresa! - Magrão pegou dois e causou a ira dos chinelinhos e come-dormes do elenco, sejam lá quem forem.


Sempre pode ficar pior


Se o time que entrou em Montevidéu era um arremedo, nem disso pode ser chamado o que foi a Campinas enfrentar a Ponte Preta na estreia da quinta competição do ano, o Campeonato Brasileiro. Competição que na era dos pontos corridos virou um estadual piorado, só que com mais grana rolando e sem final.


Foi uma lástima: dois gols de cabeça no primeiro tempo, outro de pênalti na etapa final e tudo caminhando para um 7 x 1 no placar agregado das três últimas partidas. Veio mais um virou um 7 x 0 na soma dos últimos 180 minutos.


Os gols sofridos até serão fáceis de esquecer. Já esta finalização de André...



O que importa é a taça do Nordestão


Nada como acreditar que os tropeços nos últimos três jogos foram apenas um teste para emoções mais positivas a partir desta quarta-feira na Ilha do Retiro. A matemática é simples: fazer muito mais gols do que sofrê-los em 180 minutos.


Os 90 primeiros são em casa. E em casa tem que decidir.


E o Sport TEM que fazer isso. Nada mais importa.