Santa Cruz 0 x 2 Sport - No fim de vários dias ruins, sempre há uma noite perfeita

Eram quatro, repetindo, quatro jogos sem vencer. Quatro.


Um jogo perdido com a bola rolando e vencido nos pênaltis, um empate com um time morimbundo, uma derrota de virada com um jogador a mais e pênalti perdido, e outra em casa, para o rival, com jogador fazendo graça em cima do escudo.


E jogar com a indescritível tal camisa dourada, fora de casa, contra um time que tomou três gols em nove jogos e até podia perder por um a zero.


Do lado de cá, um centroavante que não faz gol há uma dúzia de jogos e o craque do time fora do jogo por contusão antes dos 20 minutos.


Silêncio de oito mil no estádio, explosão de mais de 25 mil. É o fim.


Porra nenhuma. É só o começo.


Ainda antes dos 20 minutos, golaço do substituto do craque. Mais de uma hora pra fazer outro e não sofrer nenhum.


Eis o problema.


Eram sete jogos sem saber o que é sair de campo sem ver o goleiro ir buscar a bola no fundo do gol. Mas nessa noite seria diferente.


Assim como o tal centroavante que não balançava as redes há doze jogos. Pouco depois dos 30 do segundo tempo, saiu o gol do desencanto. E da classificação.


Dali em diante, nada importava. Confusão, bate-boca e até alguns momentos de bola rolando deram a tônica até o apito derradeiro.


O Sport está em duas finais. O rival, em nenhuma.


E ainda é Série B.