Boas atuações do Sport à vista ou só contra o Boavista?

Por Walfrido Neto


Neste meio de semana, o Sport teve uma partida que podemos classificar como “very good match”, não foi aquela “brincation” que tirou a torcida do sério no último domingo.


Acredito que as críticas sofridas desde a derrota no clássico fizeram com que o elenco entrasse mordido e, como há muito não víamos (mais precisamente desde o “second half” contra o CSA), mostrou vontade de vencer e assim o fez, com muita propriedade e um bom “score”, que nos dá tranquilidade para o jogo de volta.


Havia uma certa preocupação e desconfiança da torcida rubronegra para a partida contra o Boavista, do treinador “poliglota” Joel Santana e de vários jogadores rodados e conhecidos da torcida. Foi noite de torar aço com a "lei do ex", Leandrão do outro lado e certeza de que o Boavista já entraria com um gol de frente. Enfim, apostar 3 x 0 pro Sport era coisa de maluco daqueles que rasgam dinheiro.


Mas, para queimar a língua e os dedos de um monte de blog por aí (#nuncacriticamos), o Sport jogou compacto e dominou o adversário com facilidade. Logo aos 18 minutos, o Balada abriu o placar, após pegar o rebote do goleiro Felipe, AQUELE MESMO.


Dez minutos depois, pênalti. André até poderia fazer o seu segundo na partida, mas melhor não arriscar, não é? Então o atacante da seleção brasileira, Diego Souza, colocou a bola embaixo do braço, fez aquela “paradinha-carrinho de fricção” e mandou para as redes. E fomos para o intervalo com 2x0.


Claro que passamos aquele susto habitual, “tilt” na defesa e Leandrão apareceu sozinho de frente para Magrão, mas, em de fazer o gol fácil, preferiu dar uma de Suárez e se jogar na área sem o adversário tocar nele. Mas o Boavista não é Barcelona, então, ao contrário do que aconteceu na Catalunha, nada de pênalti.


Para completar, Samuel Xavier faz belo passe e deixou André Balada mais uma vez de cara para o gol, e ele não perdoou: 3x0 na conta e bela vantagem para a volta na Ilha.


“Game over” para Papai Joel.


Com isso, nosso comandante “Dani” ganha fôlego, como sabemos que ele só sairá com alguma derrota ou desclassificação e nós nunca torceremos para isso, então esperamos que ele queime a língua da gente e que ao fim cantemos juntos: “We are the champions, my friend”!