Que algo aconteça para o Sport em 2017

Gazeta Press
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O 2016 do Sport poderia ter acabado em 16 de novembro. Mas tentou ganhar na safadeza, cavando pênalti e coisa e tal, e o futebol, que às vezes pune quem tenta trapacear, foi justo. Tromba em casa pro Cruzeiro.


Depois, um jogo em Curitiba, terra de juiz honesto, e outra tromba. Segue para Belo Horizonte, terra de candidato que aceita resultado de eleição, preguiça de jogar contra time rebaixado e quase outra tromba. Quem salvou foi o zagueiro de um milhão de dólares.


O Sport conseguia, enfim, seu verdadeiro objetivo de todo 2016: chegar à última rodada com chance de ser rebaixado.


Mas dane-se, o importante era a eleição no clube: de um lado um passado tão vitorioso quanto ultrapassado; do outro, um futuro incerto no campo mas um tanto certo fora dele.


Então veio a tragédia da Chapecoense. Mas a vida e o futebol tinham que continuar. Não em 2017, mas uma semana depois. Precisar, não precisava.


Com a bola rolando, o Sport precisou chegar ao segundo tempo para fazer um gol em um time que já estava rebaixado. Antes do final do jogo, já nem precisava ganhar o jogo. Tomar dois e perder só para ver o Inter rebaixado e tendo que pagar o prêmio prometido ao Figueirense seria até engraçado.


Mas não ao final de um ano tão desgraçado. Faz mais um gol, faz artilheiro do campeonato e ganha de brinde uma vaga na Copa Sul-Americana.


Eleição passada, redução de orçamento, saída de membro da chapa vencedora – e razão por muitos terem votado nela –, entrada de filho de presidente na diretoria.


O ano finalmente acaba neste sábado e nenhum jogador foi contratado.


E pensar que um ano atrás o ano seguinte parecia promissor.


Vai pro Temer que te carregue, 2016. Ano que vem tem mais.