Sport: a base, debaixo de chuva e roubado

A melhor coisa que aconteceu no futebol brasileiro na primeira noite após o mundo entrar de vez na TYSON ZONE foi não ter rodada de futebol profissional em Pindorama.


O único jogo da noite, com transmissão em dois canais por assinatura, foi a semifinal da Copa do Brasil Sub-20. Uma benção.


Sport Recife / Divulgação
Sport Recife / Divulgação


No longíquo Morumbi, à noite, no meio da semana e debaixo de chuva.


E pode acreditar, tinha torcida visitante, um time cuja estádio fica a mais de 2700 km dali. Teve até quem levou a mãe pra assistir.


Pra assistir um filadaputa apitando.


Dois pênaltis roubados, um em cada tempo.


No primeiro, o goleiro ainda tocou na bola.


No segundo, bola pra fora.


“Os meninos foram bravos, tiveram raça e deram o sangue par jogar contra 14”, disse o treinador visitante antes de emendar: “lá na nossa casa ganharemos”.


Mesmo teor da entrevista de um dos jogadores.


Se as pessoas soubessem qual o sentimento de jogar pelo time do seu coração, ficariam enojadas.


Deve ser uma merda jogar pelo time que você torce aos 18, 19 anos e ser roubado. O volante do time visitante que o diga.


Quando ele manda o apitador para a puta que pariu logo depois de inventar outro pênalti, ele faz o que toda a torcida quer fazer, seja na arquibancada ou em qualquer lugar.


Ele só quer defender suas cores, ganhar o jogo e não ser roubado.


Mas é roubado, e escancaradamente.


Que pena que é assim no país do golpe: juiz rouba na penalidade desde o futebol de base.


O camisa cinco da equipe visitante não venceu o jogo e sequer defendeu suas cores, já que outro filadaputa mandou entrar em campo um time rubro-negro vestindo azul. E ainda foi roubado.


Mandou juiz pra puta que o pariu e foi expulso.


O jogo da volta, os companheiros dele vão ganhar. Desde que vistam suas verdadeiras cores.


Se o juiz vai roubar - ou melhor, estragar - o jogo, aí já é outra história.