Sevilla: rumo a Liverpool para honrar a torcida

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Kevin Gameiro, heroi na final


A melhor forma de iniciar qualquer abordagem sobre Sevilla x Liverpool é esta. Sevilla 3 x 1 Liverpool. Gameiro, Coke, Coke. O mítico Sevilla de Unai Emery, pentacampeão da Uefa Europa League. Um título que ainda não foi totalmente compreendido (pelo Sevilla). Na verdade, até agora não se sabe exatamente por quais razões isso aconteceu.


O torcedor do Sevilla jamais imaginou esse tipo de conquista. O clube passou 60 anos sem ganhar nada, 60 anos sem títulos. Desde a temporada do centenário (que depois acabou deixando de ser, já que houve uma descoberta que alterou o ano de fundação do clube), o Sevilla só faz ganhar, ganhar e ganhar. 


A mera participação na Champions era vista como um sonho na década passada. Um sonho relativamente distante. Caparrós, técnico do Sevilla no início dos anos 2000, passou anos e anos tentando conduzir o clube a essa classificação. Sucumbiu sucessivas vezes. Acabou dando lugar a Juande Ramos.


O Sevilla não é um clube grande. Trata-se de uma afirmação discutível, hoje, mas que reverbera inclusive na própria torcida. O Sevilla conseguiu um crescimento absurdo nos últimos anos, acostumando-se a títulos, dinheiro, prestígio e poder. Mas tudo isso é novo. Muito novo.


Enfrentar o Liverpool, em Anfield, seria um desafio enorme, geraria angústia e medo no Sevilla do passado. O Sevilla mudou de patamar. Não há discussão quanto a isso. Hoje, com o maior orçamento da história, o clube vive uma fase fantástica. E viaja para a Inglaterra lleno de ilusión.


Este Sevilla é capaz de tudo. Isso torna o jogo de amanhã totalmente imprevisível. Sevillistas viajam com orgulho rumo à Inglaterra para ver o seu clube, que ganhou musculatura, mudou de patamar. E provavelmente voltará de Liverpool com uma atuação honrosa e que deixará o torcedor orgulhoso, aconteça o que acontecer. Que vença o melhor.