Sevilla precisa encontrar um novo Poulsen

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Volante rústico


"El hombre de hielo no se pone nervioso nunca", não se cansava de repetir o narrador Alvarado, da rádio oficial do Sevilla, na época em que o centrocampista dinamarquês atuava pelo clube. Poulsen era muito querido e hoje é até nome de torcida organizada do clube, a Peña Sevillista Tito Poulsen.


Poulsen, assim como vários outros jogadores, jamais conseguiu render em outros clubes como durante sua jornada no Sevilla. Era um monstro em campo, com uma inteligência tática anormal e um caráter vitorioso.


Poulsen não alisava. Era um jogador duríssimo. Mas ficou marcado para o torcedor do Sevilla como titular do - para muitos - maior Sevilla da história, o da temporada 2006-07. Junto com o brasileiro Renato, formava um meio-campo que se completava perfeitamente.


Desde a chegada de Sampaoli, o Sevilla não tem mais o primeiro volante, o jogador defensivo, o CABEÇA DE ÁREA. O argentino preferiu improvisar N'Zonzi na posição. Até deu certo, o francês foi bem, mas Berizzo parece querer apostar em outro tipo de jogador, Guido Pizarro, que não é ruim, mas não parece ser o nome certo para a função. 


O único sucessor do histórico centrocampista foi Krychowiak, que também era uma bestia fisica em campo. Corria como um condenado e mantinha um espírito competitivo contagiante. Falta esse jogador ao Sevilla atual.


Faltam poucos dias para o fim do mercado. Essa carência do elenco quase custou a vaga na Champions League. É hora de achar um sujeito desses no mercado.