Dinheiro, prestígio e títulos: 'vender para crescer' faz Sevilla sorrir

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Presidente Pepe Castro (centro) ri à toa: Sevilla cresce a cada ano


No Brasil (não só), a venda de um jogador é sempre vista sob muita desconfiança, a não ser que o atleta seja bem pouco valorado pela sua torcida. Geralmente, as associações relacionadas às vendas não são saudáveis, vinculando o negócio a desperdício e até desonestidade.


Na Espanha, o Sevilla vem mantendo uma política de vendas já faz mais de 10 anos, o conceito "vender para crescer". A ideia sempre consistiu em negociar os principais jogadores após uma certa revalorização - que, em alguns casos, era realmente impressionante. 


O clube foi além de meramente se sanear financeiramente, que era o objetivo inicial. O Sevilla foi, aos poucos, se tornando um clube em ascensão, com bons resultados esportivos e saúde financeira invejável.


Consequentemente, a prática se tornou uma opção, e não mais uma necessidade, como acontecia anteriormente. O mais curioso disso tudo é que o Sevilla, com essa sequência boa, se tornou um clube em um ciclo vicioso de vitórias, em que praticamente tudo passou a dar certo: grandes resultados esportivos, grandes resultados financeiros, valorização da marca...


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Torcedor do Sevilla vive era de glória e não para de sorrir


Sevilla grande: a força de atração de um clube em ascensão


Mais uma vez, os resultados da temporada foram bons, tanto sob o ponto de vista esportivo, com a classificação para mais uma Champions League, como sob o ponto de vista financeiro. O Sevilla está se consolidando como a quarta maior força do futebol espanhol, já ostentando essa posição financeiramente.


O novo acordo televisivo catapultou o clube, com mais capacidade para poder negociar a partir de grandes conquistas, como os 5 títulos de Europa League. Hoje, o Sevilla passa a receber um percentual significativamente maior de acordos de televisão, além de receber também um bônus pela classificação para a Champions.


O "vender para crescer" parece não ter limites e fortalece o Sevilla no mercado: se antes qualquer proposta cercana aos 20 milhões de euros já balançava as estruturas, agora é preciso investir bem mais para levar as principais joias de Nervión, como Vitolo e N'Zonzi.


Acostumem-se, o Sevilla veio para ficar.