Sampaoli deixará o Sevilla pela porta dos fundos

Getty Images
Getty Images

Já vaiado no Pizjuán, Sampaoli teria pedido para evitar 'confronto final' com a torcida


Jorge Sampaoli estará presente nesta última rodada do Campeonato Espanhol, embora não fosse do desejo dele - ao que parece. O treinador não confirma, mas vários veículos informam que o argentino tentou negociar com a direção do Sevilla para não dirigir a equipe contra o Osasuna, pela rodada 38, já com o objetivo de viajar para a Argentina, a fim de se apresentar com sua seleção.


Pelo visto, na verdade, o objetivo de Sampaoli ia além da antecipação da viagem. O treinador sabe que a relação com o torcedor do Sevilla está bastante conturbada, apesar de os resultados nem serem tão ruins assim. Sampaoli já foi vaiado em partidas anteriores e sabe que tudo indica para uma nova recepção hostil neste fim de semana.


Sampaoli não parece mais muito preocupado com o clube. A situação chega ao ponto de já haver uma convocação, divulgada pela AFA, produzida pelo próprio Sampaoli - inclusive, com os sevillistas Mercado e Correa. Tudo isso ainda vinculado o Sevilla. O contrato de Sampaoli com o Sevilla é de duas temporadas, com multa rescisória. 


É possível notar momentos de indignação do torcedor do Sevilla nas redes sociais e nos fóruns. Sampaoli trata com um certo desdém o clube que abriu suas portas para o ingresso no cenário europeu. Uma das frases mais absurdas e sem nexo do argentino ressalta o fato de que, segundo ele, o Sevilla passou a ser conhecido na Europa por conta dele. Inacreditável. E muito distante da realidade. 


Este senhor deixa o clube afirmando que levou o Sevilla a números espetaculares - sendo que este Sevilla tem números piores que os de Emery, Juande Ramos e até Manolo Jiménez. Fora as eliminações copeiras.


Lamentável.


Este discurso prejudica bastante o reconhecimento dos méritos do treinador. Sampaoli, ao final das contas, deixa o Sevilla despertando inúmeros sentimentos. Existem os torcedores que são gratos e não se preocupam muito com as entrevistas e as atitudes recentes do técnico. Valorizam os momentos de bom jogo e a grande arrancada no primeiro turno. 


O problema é que Sampaoli parece querer sacar pecho, ou seja, enaltecer seu trabalho mais do que o necessário. E o pior: menosprezando a história de um clube vencedor, especialmente nos últimos anos. Talvez essa história pudesse terminar de forma mais digna.