Sergio Ramos, Navas, Perotti, Rico... ninguém mais?

Divulgação/Roma
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El Monito Perotti, canterano do Sevilla e titular da Roma


O Sevilla é um dos clubes com melhor cantera do futebol espanhol. Indiscutivelmente, foram revelados vários jogadores importantes nas últimas temporadas, rendendo dinheiro e prestígio ao clube. Basta ver os 60 milhões de euros feitos com a dupla Reyes-Ramos, tempos atrás. Ou o sucesso internacional de jogadores como Perotti (Roma) e, em menor nível, Moreno (Liverpool), Jozabed (Celta) e Fazio (Roma). 


O Sevilla Atlético, espécie de time B, está vivendo uma fase espetacular. Não só por estar na segunda divisão do futebol espanhol, mas por ter vários jogadores jovens importantes. Resultado do último jogo do time? Vitória absurda (6-2) contra o tradicional Valladolid.


Isto posto, resulta totalmente injustificável a total ausência de jogadores canteranos no Sevilla atual. É muito estranho ver o Sevilla "A" com tão poucos jogadores da base. Apenas o goleiro Sergio Rico, habitual convocado da seleção espanhola, tem espaço.


Marc Gual, Ivi, Curro, Cotán, Borja Lasso... nenhum deles conta com a simpatia do técnico do time A. Total de 0 minuto para estes jogadores na primeira divisão. Não faz sentido. Ainda mais porque, em algumas posições, não há substituto natural - como a lateral-esquerda, posto no qual Tremoulinas está desaparecido há quase 10 meses.


A ausência de canteranos vai de encontro a política do clube. Já há alguns conflitos internos em virtude dessa situação, ainda mais com os minutos generosos oferecidos a alguns jogadores sem vínculo com o clube. A ver como se soluciona este problema.