Kranevitter e Vietto: dois argentinos perdidos em Sevilla

Getty Images
Getty Images

Passagem de Vietto no Sevilla é melancólica


Dois jogadores que chegaram sob certa expectativa ao Sevilla no começo da temporada, por empréstimo, junto ao Atlético de Madrid e que irão embora no fim da temporada sem despertar qualquer lamento: Matias Kranevitter e Luciano Vietto.


A dupla parecia apta para render em alto nível e ser protagonista no Sevilla. Não foi o que aconteceu. Embora Vietto até tenha marcado seus gols no começo da temporada e Kranevitter tenha aparecido mais vezes nas escalações recentemente, os dois argentinos certamente não mostram motivos para ficar no clube.


É comum ver comentários de torcedores do Sevilla relacionados a Kranevitter do tipo "jogador infame" ou "intranscendente". De fato, o volante não disse a que veio.


Com a fama de ser o substituto natural de Mascherano na seleção argentina, Kranevitter não conseguiu mostrar poder de marcação suficiente para ser relevante na equipe. Sua nula capacidade de criação já era esperada, mas a fragilidade para ser superado por meias adversários assustou. 


O caso de Vietto é mais curioso, porque o jogador já conseguiu fazer sucesso na Europa, dada a sua brilhante temporada no Villareal, tempos atrás. Parece haver algum bloqueio mental com o jogador, não parece ser algo técnico.


O atacante argentino começou sua trajetória no Sevilla marcando gols e sendo útil, mas foi perdendo espaço, a ponto de nem ser relacionado em algumas ocasiões. Sua cláusula de compra chega a ser risível a estas alturas: o Sevilla não pagará 20 milhões de euros nem por uma fábrica de Viettos.


Simeone se fortaleceu e debilitou um rival, emprestando estes jogadores ao Sevilla. Junto com Nasri, a dupla deveria deixar de ser usada de vez, já que o rendimento imediato é ruim e o futuro não está mais vinculado ao clube. Negócios ruins de um Sevilla que mostra algumas carências no fim da temporada.