Vexame previsível de um Sevilla completamente sem rumo

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Eliminação previsível do Sevilla


O Sevilla foi eliminado da Champions League: 2 x 0 Leicester. O resultado foi justo. Talvez tenha sido até pouco, visto que o time inglês perdeu várias chances claras de gol. Talvez não, porque o Sevilla perdeu um pênalti e mais uma ou outra chance. Fato é que a eliminação é incontestável. 


O time andaluz não esteve à altura dos acontecimentos. Samir Nasri expulso, Sampaoli expulso. Como se não fosse suficiente, o principal: o time conseguiu perder outro pênalti. Nenhum time merece passar de fase na Champions depois de perder duas oenalidades num confronto de mata-mata.


A cobrança, pateticamente realizada por N'Zonzi, mostra o desequilíbrio da equipe. Inúmeros cobradores haviam perdido antes. O Sevilla não conseguiu encontrar um cobrador. Isso representa um pouco (ou muito) do que é este Sevilla.


Este Sevilla da temporada 16-17 acaba hoje. Foi uma atuação indigna do espírito do torcedor sevillista. O time não teve a coragem, o ímpeto, o espírito de caráter eliminatório.


Foi o Sevilla da temporada. Muito toque de bola, muita posse sem objetividade alguma. Em alguns momentos do jogo, parecia um tanto quanto esquisito observar o Sevilla trocando passes na intermediária defensiva, em desvantagem no placar, enquanto o Leicester observava.


Outra imagem que pode definir a eliminatória é a expulsão de Nasri. É só ver o que aconteceu, aquilo representa o Sevilla nesta eliminatória. Um time nervoso, sem inteligência (principalmente emocional). Um time que cai muito fácil nas armadilhas adversárias.


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Torcedor fez seu papel: este time não nos caracteriza


O Leicester é um time honrado, que aproveitou as chances e chega às quartas-de-final com méritos. 


Este Sevilla, que fica pelo caminho, precisa pensar no futuro, especialmente na próxima temporada. É um time que faz tempo que não joga bem, faz tempo que está sem equilíbrio. 


Acima de tudo, é um time completamente sem identidade. Não tem a cara do Sevilla, não tem a cara do seu torcedor. É um time passivo, que tem medo de finalizar, de brilhar, pouco objetivo, preciosista. 


Talvez o termo desequilíbrio emocional seja forte, talvez não. Mas perder um pênalti na ida, outro na volta, ter seu jugador franquicia e seu treinador expulsos... 


Aliás, não é a primeira vez que Sampaoli é expulso e que o Sevilla joga com um a menos na Champions; é só ver o jogo contra a Juventus e a expulsão absurda do Mudo Vazquez.


Este Sevilla não representa o seu torcedor. Como time e como clube. Que vuelvan los Biris a Nervión. E que seja feita uma transformação neste elenco e talvez neste comando técnico.


Este Sevilla perdeu o rumo e o sentido.