Despacito: faltou o Neymar na derrota sonolenta da seleção que ninguém viu

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Brasil x Argentina na Austrália, transmitido pela TV CBF, às sete da manhã no horário brasileiro, com vários jogadores poupados. A primeira derrota de Tite na seleção foi esvaziada pela própria confederação nacional. A política de excursões da amarelinha que começou com Ricardo Teixeira mostrou a cara com mais um amistoso em condições esdrúxulas.

Começando pela transmissão: o narrador Nivaldo Prieto e os comentaristas Denílson e Pelé fizeram uma homenagem para o presidente Marco Polo del Nero e não viajaram para Austrália.

Em campo, o time estava tão sonolento quanto eu assistindo ao jogo debaixo da coberta tomando um balde de café. O Brasil teve (um pouco) mais de chances do que a Argentina, mas finalizou mal. Chegou a dar um deja vu do time do Dunga: será que o papo “agora temos um time não dependemos tanto do Neymar” não passou de uma ilusão? Com o filho do Neymar pai em campo, pelo menos um empate seria mais provável. Mas, tudo bem, deixa o menino curtir as finais da NBA com o Lewis Hamilton nos Estados Unidos.


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Doidera


Se amistosos servem pra fazer observações, duas das mais esperadas ficaram de fora: Alex Sandro e Diego Alves no banco. E o clamor da torcida pra ver um duelo Taison x Messi só foi ouvido nos últimos minutos.

No fim das contas, o maior clássico do futebol mundial foi um grande casado x solteiros. Bom pro Sampaoli, que começou com uma vitória; nulo para o Tite, que não fez grandes testes; e excelente para os comentaristas esportivos que poderão gastar o clichê “perdeu quando podia perder” nas mesas redondas de hoje.