Teoria maluca: discografia do Radiohead previu os títulos do Brasil em Copas

O Brasil vendeu a Copa de 98? A Jules Rimet foi derretida? Pelé morreu e foi substituído? Se soubessem, as pessoas ficariam enojadas. O futebol é sempre cheio de teorias da conspiração malucas. Lembra daquela pirâmide com os campeões de Copas de Mundo? Ela terminava com o Brasil campeão em 2006, o que não aconteceu (saudades quadrado mágico).

Desde então, procuro algum padrão para prever os resultados das competições internacionais. E saber do futuro da Seleção Brasileira. Eis que me dou conta de uma relação incrível. E que mostra que o título é nosso em 2018. A relação entre os discos do Radiohead e os títulos da amarelinha.


SUÉCIA 58 X PABLO HONEY


Em 1958, o Brasil vinha do vexame do maracanazzo e uma Copa medíocre na Suiça. Não se esperava muita coisa da Seleção, os favoritos eram a Alemanha Ocidental campeã em 54, a dona da casa e a França do craque Just Fontaine. Em 1993, ninguém conhecia a banda Radiohead e obviamente estavam todos de olho no lançamento de discos de outros favoritos: In Utero do Nirvana, por exemplo.


A seleção brasileira ancorava-se em uma base sólida de veteranos de outras competições como Djalma e Nilton Santos e Didi. Mas quem brilhou foram os novatos Pelé e Garrincha. O Radiohead vinha baseado no já consagrado som grunge, mas o que chamou a atenção foi a técnica de dois moleques: Thom Yorke e Jhonny Greenwood.


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'I'm a creeeeeeeeeep, I'm a weirdoooo'


E tanto o disco de 93 quanto o título de 58, embora borrados nas lembranças dos fãs-torcedores, deixaram duas marcas indeléveis: o gol de Pelé contra o País de Gales e a música Creep.


CHILE 62 X THE BENDS


A consagração. O título de 62 tirou qualquer dúvida que poderia haver pela Seleção: o Brasil definitivamente escrevia seu nome entre os grandes. E o Radiohead, com The Bends, mostrou que era uma banda do primeiro escalão.


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Garrincha hipster executava sempre o mesmo drible muito antes do Robben fazer isso virar moda


MÉXICO 70 X OK COMPUTER


A seleção de 70 é o símbolo máximo do futebol brasileiro e, por que não, do futebol até hoje. E OK Computer, o maior disco da banda inglesa, é figura sempre entre os maiores de todos os tempos. São as duas obras primas de suas áreas.


No disco, Radiohead aponta caminhos para o futuro da música: o rock jamais seria o mesmo. Assim como o futebol nunca mais foi o mesmo depois da Copa do México.


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O Grammy do Radiohead ninguém derreteu...


OK Computer fala de uma sociedade controladora e sombria, com toques de George Orwell. E a amarelinha vivia um momento não menos sinistro: o Brasil vivia uma ditadura sangrenta e houve até tentativa de interferência na convocação de jogadores por parte dos militares.


ESTADOS UNIDOS 94 X KID A / JAPÃO-COREIA 2002 X AMNESIAC


Kid A e Amnesiac são considerados pelo público geral como dois lados da mesma moeda. Depois de algum tempo de espera após seu maior disco até então, a banda emergiu com um combo que não deixava dúvidas: Radiohead era a maior banda do mundo.


Entre 94 e 2002, não havia dúvida: o Brasil era a maior seleção do mundo. Os dois títulos (e o vice de 98) mostravam que o longo tempo de espera desde 1970 tinha valido a pena.


As músicas do período traçam um paralelo com os atletas da Amarelinha em cada uma das Copas.


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O Baixinho dribla a banda sueca Pete, Bjorn and John


Kid A

Faixa 1: Everything in its right place
Uma referência clara a Taffarel: o goleiro do tetra estava sempre bem posicionado, não precisando fazer defesas cinematográficas. Sempre no lugar certo.

Faixa 2: Kid A
O lateral direito era Jorginho, mas a música já previa que Cafu, apenas um garoto na reserva, seria um jogador Classe A.

Faixa 8: Idioteque
Dunga foi o jogador mais xingado em 90. Mas, no final das contas, ao levantar o troféu, mostrou que idiota eram mesmos os críticos.

Amnesiac

Faixa 4: You and Whose Army?
Só mesmo um exército para derrotar a intransponível zaga brasileira representada pelo camisa 4 Roque Júnior.


Faixa 5: I might be wrong
Todo mundo achava que Edmílson não era jogador de seleção. Não poderiam estar mais enganados.


Faixa 10: Like spinning plates
"While you make pretty speeches/I'm being cut to shreds/You feed me to the lions". O camisa 10 Rivaldo teve que lidar com o descrédito da torcida, as críticas da imprensa, ao mesmo tempo que fazia uma das melhores Copas de um jogador brasileiro. Como se estivesse equilibrando pratos.


RÚSSIA 2018 X HAIL TO THE THIEF


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Em 2003, "Hail to the thief" chegava com críticas profundas ao contestado governo de George W Bush. Em 2018, o Brasil estará vivendo sob o comando de um presidente também contestado.


O disco foi visto pelos críticos como o recomeço para uma banda que já tinha alcançado tudo. A seleção de Tite teve que recomeçar do zero após a desastrada gestão de Dunga.


"Hail" juntou o melhor dos últimos discos da banda: a experimentação eletrônica e as guitarras. O Brasil de Tite trouxe de volta a alegria e habilidade de sempre, sem esquecer o comprometimento tático de tempos mais recentes.


E por fim, temos uma dica do placar da final (contra a Alemanha?). "2+2=5" Aponta um sofrido 2x2 no tempo normal, com um gol na prorrogação para o Brasil, somando 5 tentos ao final do embate. O gol do título? A letra da música dá uma dica: "It's the devil's way now". Sim, é uma óbvia referência a Gabriel Jesus.


E AÍ, FAZ SENTIDO, LEITOR?