Do cabelo de Neymar à paz mundial: 4 motivos para acreditar no Hexa

Bem amigos da ESPN, essa é minha primeira coluna aqui nesse espaço exclusivo para falar da Seleção Brasileira. Vou aproveitar o clima de oba-oba em cima do time do Tite para começar também no mais puro otimismo. E não me venham cobrar coerência se por acaso o time perder no próximo jogo (9 de junho, amistoso contra a Argentina). Aqui é torcida.


Então vamos lá:


1. O cabelo do Neymar finalmente estabilizou


Um dos pontos mais importantes para um título mundial brasileiro é o cabelo do seu principal craque. Em 1958 e 62, os cabelos de Didi e Garrincha refletiam a sobriedade de uma época em que o futebol era disputado por cavalheiros. Pelé em 70, fugiu dos cabelões flower power e exibia um topetinho clássico. Na Copa de 1994, Romário se destacou no meio de Higuitas e Lalas com seu corte "pai de família". Ronaldo em 2002 foi a exceção que confirma a regra. E o corte Cascão só foi adotado - dizem - para tirar a atenção da imprensa de uma suposta lesão.


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Neymar e seu cabelo concentrados em trazer o Hexa


E o nosso menino Ney finalmente se aprumou e deu um jeito na cabeleira. Depois de passar por estágios lamentáveis, chegou a um cabelo digno de campeão mundial.


2. O Titês é o idioma do momento


Meritocracia. Gestão de grupo. 4-1-4-1. O treinador Tite representa como poucos a geração empreendedora brasileira. Ao receber uma seleção arrasada, o gaúcho Adenor não pensou em crise. Ele trabalhou. Baseado em uma rede de observação, o treinador achou talentos escondidos, como o lateral Fágner. E em suas coletivas, ele mostra tudo isso com um jeito de falar próprio que faz inveja aos maiores gurus de auto-ajuda.


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Tite demonstra a 'Ponte para o Futuro' durante coletiva


Ao contrário de seu antecessor que vivia em pé de guerra com imprensa e torcida, Tite conquistou os corações e mentes da nação. E essa determinação de construir uma seleção alinhada ao que há de mais moderno ao "business" mundial faz de Tite um favoritaço também nos círculos políticos e empresariais.


E com todo mundo a favor, fica difícil apostar contra uma vitória Titeana em 2018. A única pergunta que fica é: depois do hexa, é Tite pra presidente?


3. A paz mundial depende da vitória brasileira


O bicho tá pegando na Rússia e não é de hoje. A União Europeia vê Putin como uma ameaça à estabilidade mundial, como mencionou Donald Tusk (presidente do Conselho da UE) em relatório recente. E os boatos da influência russa nas eleições norte-americanas só deixaram todo mundo com mais uma pulga atrás da orelha. E, como sabemos, o futebol reflete melhor que ninguém as questões geopolíticas. Vocês não lembram que o Pelé parou uma guerra?


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Putin mal pode esperar pela vitória brasileira em 2018


Uma vitória de Espanha, França, Alemanha ou de qualquer outro grande time europeu deixaria o presidente Putin em um mau humor dos infernos. Afinal, seria uma prova da inferioridade russa perante o resto do continente. E, convenhamos, a seleção russa não tem a mínima chance de se sagrar campeã. A solução seria dar a taça a um país neutro em um grande acordo internacional, com a Fifa, com tudo.


E como a Talentosa Geração Suíça® não está com essa bola toda, o título cai de mão beijada nas mãos da Amarelinha.


4. "Hexa é na Rússia" tem 13 letras


O velho lobo Zagallo não tem como estar errado.


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Zagallo procura o sentido do post


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