A saída de Vinicius Pinotti escancara a bagunça nos bastidores do São Paulo

Gazeta Press
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Pinotti (esq.) e Leco (centro): os amigos que estão em crise


Vinicius Pinotti não é mais diretor de futebol do São Paulo. A notícia que todo são-paulino queria ouvir nos últimos meses caiu como uma bomba na tarde desta terça-feira, principalmente porque o clube está no meio de diversas negociações com outras equipes e vários atletas para a próxima temporada. Com atraso, o dirigente sai do Tricolor, mas na hora mais complicada possível. O que acontece na blindada e obscura ilha? Ninguém sabe.

Pinotti nunca foi dirigente, convenhamos. Empresário de uma multinacional e torcedor fanático, ganhou destaque para a torcida ao virar credor de Centurión, em 2015, ajudando a pagar o jogador que custou caro e pouco fez em campo. No ano passado, ajudou também a pagar alguns salários atrasados. Logo, virou uma grande ajuda financeira para o São Paulo e, posteriormente, ganhou o cargo de diretor de futebol.

Sem experiência, tomou decisões equivocadas, falou muita besteira e não conseguiu controlar o elenco. Foi fraco em muitos sentidos e não agradou a exigente torcida do São Paulo. As constantes vendas no meio da temporada e algumas contratações duvidosas nos fizeram questionar sua competência para o cargo. Até por isso ninguém lamenta sua saída, há até um sentimento de alívio.

O problema é que Pinotti estava no comando de algumas negociações para o São Paulo em 2018, inclusive a renovação de Jucilei. Agora o clube se encontra em um momento importante de preparação do elenco sem um diretor de futebol para comandar as ações, mostrando mais uma vez o despreparo total dessa gestão.

A saída do diretor de futebol teria acontecido por divergências com o presidente, aquele que o bancava no cargo, principalmente ao não ser avisado da negociação que Leco comandava para ceder Pratto ao Cruzeiro, algo que seria tremendamente estúpido. Até por isso, Pinotti disse que acionaria o time mineiro à FIFA por aliciamento, mas o clube nunca se posicionou de forma oficial, pois o presidente, segundo apuração do UOL, estava negociando o atacante às escondidas.

Uma possível venda de Pratto seria uma das coisas mais idiotas da gestão do presidente Leco, mesmo sabendo que ele é capaz de coisas bem ridículas, como cortar relações com a torcida organizada do clube e depois aparecer abraçado com os organizados em pleno gramado do Morumbi, além de ceder espaço para o ridículo bandeirão do “time grande não cai” como se fosse motivo orgulho.

Só para encerrar: o nome de Raí é o mais cotado para assumir o lugar de Pinotti. Novamente Leco se apoia em um ídolo do clube para perpetuar seus erros na presidência. Mas isso é tema para um outro texto.