De olho em Walter, São Paulo continua com a busca pelo substituto de Rogério Ceni

Na última semana, duas especulações ganharam força nos bastidores do São Paulo. Apesar da boa atuação de Sidão contra o Sport, salvando a equipe, o clube está atrás de um novo goleiro para a próxima temporada, e os nomes de Walter, do Corinthians, e Rafael, do Cruzeiro, ganharam força. Outras opções, como Weverton, do Atlético-PR, já foram cogitadas também, mas perderam força. A caça a um novo camisa 1 não é novidade no clube, principalmente após a aposentadoria de Rogério Ceni.

Durante anos e anos, o São Paulo não precisou se preocupar em contratar goleiros. Rogério Ceni era o dono da posição e raramente perdia jogos. A situação não preocupava muito o clube, que negligenciou o planejamento com a proximidade da aposentadoria do ídolo. Sendo assim, quando a idade chegou para Ceni, as lesões apareceram e aí sobrou Denis para substituí-lo. O mesmo quando ele decidiu largar os gramados, em 2015.

Denis, como todos sabem, não foi o mais confiável dos goleiros. Renan Ribeiro até foi bem no começo, mas depois perdeu espaço entre as suas muitas lesões. Sidão ganhou a vaga nas últimas partidas e ainda tenta se firmar na meta tricolor. Apesar disso, novos arqueiros devem aparecer no clube na próxima temporada.

Sem esconder de ninguém, o clube trabalha com a dispensa de Denis no fim de 2017, para a alegria de muitos torcedores. Renan não deve continuar após o término de seu contrato, no meio do próximo ano - isso se não sair antes disso.


Gazeta Press
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Walter é um bom goleiro, mas é o necessário para o clube em 2018?


Apesar das muitas mudanças, um padrão notado em todos os casos é o São Paulo não usar goleiros vindos da base. Desde Rogério Ceni, em 1997, que isso não acontece. Nenhum outro goleiro formado pelo clube ganhou espaço como titular. Léo e Richard, que por anos e anos esperaram uma chance, foram os que mais se destacaram recentemente, no Paraná. Ederson, hoje no Manchester City e na seleção brasileira, foi dispensado do clube aos 15. Na fila dos goleiros vindos da base, Lucas Perri e Lucas Paes aguardam pacientemente, mas não devem ganhar oportunidades, mesmo que sejam talentosos.

Walter e Rafael, caso sejam contratados, chegam para brigar pela titularidade do clube. Walter, por exemplo, não sairia de um clube rival para ficar no banco de reservas, ainda mais depois de tantos anos esquentando banco para Cássio. Rafael, à sombra de Fábio e brigando há anos por um espaço no Cruzeiro, poderia ter a grande chance de se firmar como titular de uma equipe. Por fim, Sidão ainda pode chegar no começo do próximo ano com moral e sem dar chances aos demais.

Desde que Rogério Ceni saiu, não houve um goleiro fixo no São Paulo e em 2018 o cenário pode se repetir. A indefinição no clube começa pelo gol.