Omissos, dirigentes do São Paulo aumentam a crise e alimentam racha no elenco

Não tem mais como negar: há uma crise no São Paulo, dentro e fora de campo. Se antes tudo parecia ruim, o olhar otimista da situação tomava conta e todos tentavam puxar um discurso positivo para motivar o elenco, hoje, nem isso mais acontece. Em uma semana que tudo deu errado, todos apareceram para dar minimamente sua versão dos fatos, exceto duas importantes pessoas que gerenciam o clube: o presidente Leco e o diretor de futebol Vinícius Pinotti.

Os problemas começaram durante a semana, após uma entrevista coletiva de Rodrigo Caio. O zagueiro, que estava retornando de sua 'exuberante' apresentação pela seleção brasileira, abertamente cornetou o companheiro Cueva, dizendo que o peruano precisa se ajudar e melhorar, como grande parte da torcida concorda.

O problema foi externar o problema para toda a imprensa em um momento tão delicado como o que vive a equipe. Questões delicadas como essas se resolvem internamente, mesmo que saiam no tapa. No fim da história, pelo menos, tudo foi tirada a limpo. Obviamente a declaração do zagueiro não foi bem recebida no elenco e, após o empate do último sábado, Cueva passou direto pela imprensa dizendo apenas a seguinte frase: “fala com o Rodrigo Caio”.

Pronto, crise instalada e devidamente saboreada. Hernanes, um dos líderes, tentou abafar o caso. O técnico Dorival Júnior, idem, inclusive negando o racha no elenco. O problema é que não dá mais para esconder os problemas internos que existem no clube. Se você acompanha o jogo dentro do estádio, consegue ver várias vezes jogadores discutindo após decisões erradas e mostrando um exagerado nervosismo dentro de campo.


Gazeta Press
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Antes amigos, Cueva e Rodrigo Caio viraram o ponto central da crise do clube


Nessas horas, espera-se que o diretor de futebol interfira, converse com os jogadores e tente acalmá-los, certo? Sim, mas não é isso que acontece no São Paulo. Pinotti, questionado desde a sua entrada no cargo, nunca foi unanimidade entre conselheiros e torcedores. Decisões erradas não o favoreceram, mas sua omissão parece ainda pior. Na situação calamitosa que vive o São Paulo neste Brasileirão, seria ótimo se algum dirigente abraçasse o grupo, tentasse fazer uma união entre todos para acalmar os ânimos antes dos jogos. 

Omisso por omisso, Leco não pode ficar de fora. O presidente vem sendo uma decepção. Em seu Twitter, adora aparecer para anunciar jogadores, mas está ausente há 51 dias, enquanto o time pena na zona de rebaixamento. Entrevistas? Bom, ele deu uma após a vitória do São Paulo sobre o Botafogo, porque ali era a chance de se aproveitar dos esforços dos atletas. Nas derrotas, Leco nunca aparece. Após discussões de jogadores através da imprensa, ele continua sumido. Parece um presidente de mentira, um completo desaparecido em meio à crise que só aumenta.

Os dirigentes recentemente deram sinal de vida apenas para retrucar Michael Beale, o ex-auxiliar de Rpgério Ceni, que, apesar do atraso, estava correto em todas as críticas que fez à gestão de Leco. 

Se não servem para cuidar do futebol do São Paulo, o que raios fazem Leco e Pinotti? E por que eles só aparecem quando o time raramente ganha? Enquanto se acovardam, os jogadores sofrem tendo que colocar o rosto à tapa. O ambiente no São Paulo, neste momento, é um dos piores possíveis e a omissão dos que estão no comando é assustadora. 

É muito fácil criticar Dorival e os jogadores do São Paulo quando não dão um ambiente minimanete favorável a eles. Não existe paz no Morumbi.


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Leco, um dos símbolos da omissão da diretoria tricolor