Cícero e Wesley são reflexos de erros e falsas ambições do São Paulo

A bomba estourou na hora do almoço, durante o Sportscenter: Cícero foi afastado do São Paulo e não atuaria mais pelo clube. As notícias pareciam meio desencontradas, mas a torcida são-paulina não reclamou. O volante/meia voltou sem muita expectativa depois de uma temporada oscilante no Fluminense. Por aqui, nunca foi unanimidade, principalmente pela imagem deixada em sua primeira passagem pelo clube.

Oito meses depois de sua chegada, Cícero deixa de ser jogador do São Paulo. Nesta segunda passagem, bancada pelo então técnico Rogério Ceni, pouco rendeu. Foram apenas quatro gols, sendo três deles na partida contra o PSTC, na Copa do Brasil, em sua única boa apresentação pelo Tricolor. De resto, foi apagado, com um ar meio descompromissado, sem interesse algum. O tempo também não o ajudou neste sentido.

Se, no futuro, tentarmos lembrar a passagem de Cícero do São Paulo em 2017, o episódio da prancheta/quadro será o mais lembrado. Na semifinal do Paulistão, contra o Corinthians, o jogador acabou atingido acidentalmente pelo objeto em um momento de fúria do técnico Rogério Ceni. A história vazou na imprensa, desencadeou uma crise no Morumbi e a situação ficou incontrolável desde então.


Gazeta Press
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Cícero e Wesley sentados em campo: sem novidades


Junto com Cícero, o São Paulo deve se livrar de outro jogador: Wesley. Odiado no Palmeiras, pulou o muro por conta de uma birra estúpida do ex-presidente Carlos Miguel Aidar, que queria apenas irritar o presidente rival. Mal sabia ele - e só ele não sabia - que os palmeirenses agradeceriam eternamente por essa contratação. No Tricolor, pouco fez, como era esperado. De lembrança boa, só o gol contra o Cruzeiro no Brasileirão 2016 em um raro chute certo e que nos deu um alívio no momento.

Com proposta do futebol do Oriente Médio, Wesley deve finalmente sair do clube, mesmo sem nunca ter devidamente estreado por aqui. É uma alegria para todos, convenhamos.

Cícero e Wesley são reflexos de erros da diretoria são-paulina, que age por impulso, sem pensar e sempre achando que está se dando bem, quando na verdade está sendo facilmente enganada. No fim, quem fica com a cara de trouxa é o torcedor que vai no estádio, compra pacotes de televisão e perde tempo para ver esses pangarés em campo com a camisa do São Paulo.

Sem esses dois atletas, independentes dos motivos, o São Paulo mostra que está tentando virar a página para o segundo turno e focar na reabilitação. Resta saber se os demais atletas vão abraçar a causa ou ganhar uma vaga na turma dos afastados.