Existe espaço para Gilberto e Pratto juntos no ataque do São Paulo?

O ano começou com Chávez titular do ataque tricolor. No segundo jogo da temporada, Gilberto já era o titular e fez gol. Pratto, dias depois, foi contratado e logo virou o dono absoluto da vaga no comando dos gols do São Paulo. Hoje, o cenário se mantém, mesmo que com algumas mudanças. Pratto ainda é o titular, Gilberto está no banco e Chávez sequer atua mais pelo clube brasileiro. Uma coisa só ainda não mudou: o esquema do time.

O São Paulo atua no 4-2-3-1, mesmo que muitos insistam que é um 4-3-3. Sinceramente, é questão de opinião e isso não vem ao caso. A questão é que o time atua com apenas um centroavante fixo, Lucas Pratto. Quando ele não pode fazer essa função, seja por lesão ou suspensão, Gilberto assume a vaga. Ambos possuem uma ótima média de gols no ano, mas raramente atuaram juntos, mesmo após a mudança de técnico.

No último jogo, contra o Grêmio, Gilberto entrou no segundo tempo. Diferente do que se imaginava quando começou a aquecer, não entrou no lugar de Pratto, mas na vaga do lateral Bruno. Uma surpresa muito grata, principalmente pela necessidade da vitória naquele momento. Eu admito que, vendo do estádio, achei uma loucura, mas no fim gostei da ousadia do treinador. É desse tipo de coisa que o Tricolor está precisando neste momento difícil.


Gazeta Press
Gazeta Press

Pratto e Gilberto juntos em um treino do São Paulo



Em campo, Gilberto deu carrinhos, voltou para marcar, abriu como ponta e fez número na área gremista, complicando a marcação dos zagueiros. Pratto é um atacante desse jeito, também muito aguerrido, chato para os adversários, que não desiste das jogadas e pressiona em todos os momentos.

Os dois, no entanto, pouco jogaram juntos até hoje. De cabeça, minha última memória de ambos começando como titulares foi no jogo de volta da semifinal do Campeonato Paulista, quando o time precisava reverter um placar de 2 a 0 e, infelizmente, não conseguiu. É raro vermos, no futebol brasileiro, dois centroavantes em campo numa equipe. Atualmente vemos apenas um ao lado de dois pontos velozes e que carregam a bola para os atacantes fixos.

Não seria loucura algum, porém, pensar em Pratto e Gilberto juntos no ataque, com o São Paulo atuando no 4-4-2. Sim, Cueva e Hernanes jogando juntos como meias. Se preferir, Gómez pode fazer essa função assim que começar a jogar bem. O time pode perder um pouco da movimentação, é verdade, mas ganha em espaço na área e com dois meias bem habilidosos que podem carregar a bola até os centroavantes sem problema. Além disso, cria uma dor de cabeça dupla para os adversários que precisariam se redobrar na marcação. Hoje, por exemplo, os laterais rivais se encarregam de nossos pontas enquanto os dois zagueiros marcam Pratto com facilidade.

Além disso, nossos pontas não estão dando conta do recado até o momento. Marcinho é bem fraco e mais corre do que realmente pensa nas jogadas. Wellington Nem foi, de longe, a maior decepção do ano. Denílson é ruim mesmo e todo mundo sabia. Morato está machucado e longe de ser nossa melhor opção. Marcos Guilherme ainda não estreou e não sabemos quão bom ele pode ser. Logo, a opção de dois centroavantes é bem válida.

Arriscar, talvez em um jogo mais tranquilo, não vai arrancar pedaço. O momento é de achar o melhor time para o São Paulo. Por que não buscar essa formação e também o gol, não é mesmo?