São Paulo entende bem o recado: vencer primeiro, jogar bem depois

Gazeta Press
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Precisamos dizer que a insanidade de Pratto é uma das coisas mais lindas da Terra


Ufa, o São Paulo voltou a vencer. Não foi bonito, foi bem sofrido, mas os três pontos finalmente voltaram a cair para o lado tricolor. Contra o Vasco, o São Paulo precisou de pouco mais de um minuto para abrir o placar, com passe de Cueva e gol de Pratto. Depois, boas chances, sustos, sofrimentos. No fim, deu tudo certo.

Mais importante que tudo isso, é que o São Paulo aprendeu a sofrer neste ano. Depois da derrota para a Chapecoense, o time ficou preso em Chapecó por conta de neblina no local e aeroporto fechado. Então, o time pegou horas de ônibus até Curitiba e só aí conseguiu pegar um avião para São Paulo. Cansaço? OK, talvez, mas o time com certeza aproveitou essas horas para criar uma união maior neste momento tão difícil.

Isso provavelmente explica o início avassalador do Tricolor na partida contra o Vasco, marcando o gol logo de cara e pressionando, com boas chances, ainda nos primeiros minutos de jogo. Depois, por várias razões, o ritmo da equipe caiu, a equipe carioca evoluiu e nos deu muitos sustos na segunda etapa, fazendo com que o torcedor são-paulino tivesse pequenos ataques cardíacos ao longo da partida.

A questão é que, no momento, o São Paulo não precisa jogar bem, apenas vencer seus jogos. Não interessa o placar, apenas a vitória. Com a volta dessas vitórias, a pressão vai diminuindo no Morumbi, os jogadores podem desenvolver o bom futebol com mais calma e Dorival também pode ter mais paciência para trabalhar a equipe. No momento, isso é apenas mais uma preocupação, talvez até a menos necessária.

Não importa se o Vasco teve chances de empatar ou até mesmo virar, o que importa é que o São Paulo venceu. O azar que tanto rondou o Tricolor, pelo menos neste jogo, esteve ausente. É cedo para dizer que a maré virou, mas depois de nove jogos sem vitória, pelo menos podemos afirmar que o peso saiu das costas.

Agora é manter o ritmo, São Paulo, este foi apenas o primeiro de muitos pequenos passos.