Com erros e azares, o São Paulo segue seu desastroso roteiro

Mais um jogo, mais uma derrota. Impossível comentar algum jogo do São Paulo que não termine com um resultado negativo. Já são sete (isso mesmo, sete) partidas sem vitórias, com dois empates e cinco derrotas. A fase do clube precisa melhorar muito para ser considerada ruim. É um time murcho em campo, uma diretoria omissa fora dele. Em comum, o fato de que ambos estão perdidos.

Contra o Santos, conseguimos a proeza de levar três gols de Copete, um caneleiro profissional. Falhas individuais, como a de Renan Ribeiro no primeiro gol ou de Buffarini no terceiro, mostram que ainda precisamos melhorar a confiança dos jogadores. E só as vitórias vão fazer isso. O problema é que elas não aparecem no Morumbi há mais de um mês. Todo mundo nos encara sem medo, sabendo que vai garantir os pontos necessários para subir na tabela. E nós, claro, já entramos em campo sabendo que a derrota é questão de tempo. 


E a derrota sempre aparece, claro.


Gazeta Press
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Não está fácil torcer para você, Tricolor...



Para piorar, o São Paulo vai seguindo o script do filme de terror que sempre assombra os clubes em crise e que estão na zona de rebaixamento. Instabilidade política, jogadores saindo ou descontentes com o clube, troca de treinadores e até mesmo azares em campo. Hoje, por exemplo, foi o pênalti perdido por Pratto que poderia ter nos dado o empate após a falsa reação do time nos 20 minutos finais de jogo.

O roteiro está escrito, perfeitamente desenhado para todos enxergarem. O São Paulo está fazendo força para cair, ocupando a 19ª colocação e precisando de bons resultados nas próximas rodadas para não ficar longe dos que estão fora da zona de rebaixamento. A situação é muito difícil, muito mesmo, e não existem sinais de que ela podem melhorar. Rodrigo Caio e Cueva ainda podem sair, fechando de vez nossas parcas tentativas de melhoria.

Não há paz no São Paulo Futebol Clube. Não há bom futebol, nem esperança de reação. A chegada de Dorival Júnior pode mudar a situação, mas é, por enquanto, apenas uma hipótese de nós que estamos desesperados. O fato é que não existe uma luz no fim do túnel neste momento, apenas o fim da linha.

Vitrines se quebram. Soberanos soberbos tropeçam. Vocês podem achar que é cedo para pensar nisso, mas 12 rodadas já se passaram e apenas 11 pontos foram marcados. O São Paulo flerta com o desastre a cada rodada e o pesadelo só aumenta.