Por que Shaylon e Lucas Fernandes não ganham chances no São Paulo?

O jogo contra a Ponte Preta rolava normalmente quando Rogério Ceni chamou Léo Natel para entrar em campo. Depois de alguns poucos jogos no banco, o jovem atacante estreava com a camisa do São Paulo. Decidi, então, olhar quem mais estava como reserva e me deparei com dois nomes conhecidos e que pouco jogam: Lucas Fernandes e Shaylon.

Antes, uma coisa: Léo Natel é brasileiro, mas veio do Benfica por empréstimo. Agora que subiu para o time profissional, o São Paulo tenta sua contratação, e colocá-lo em campo contra a Ponte Preta pode ter sido um incentivo ao jovem atleta. Não duvido disso, ainda mais em uma época em que os empresários tomaram o clube de uma forma impressionante e com total conivência da diretoria.

Sobre os outros dois, vamos começar com Lucas Fernandes. Campeão de quase tudo na base tricolor, subiu ao time principal no fim de 2015. Foi no ano seguinte, porém, que começou a ganhar mais chances, sob comando de Patón Bauza. Mas uma grave lesão o fez perder quase toda a temporada. De fora, o meia viu o companheiro David Neres subir para o time profissional, estourar na reta final do Brasileirão e partir para o futebol holandês.

Lucas Fernandes é um meia de muita qualidade. Quem o viu na base, diz que sua visão de jogo lembra muito a de Paulo Henrique Ganso, talvez com um pouco mais de velocidade. No início de 2017, sofreu uma nova lesão, mas se recuperou rapidamente. A última vez que lembro dele em campo foi contra o Botafogo-SP, pelo Paulistão, isso depois de ser colocado em uma roubada contra o Palmeiras, já com o time sendo derrotado por 3 a 0 e fora de posição. Não entendo, de verdade, a insistência em não colocar o menino em campo mesmo que ele já tenha provado que pode ser um bom armador, por exemplo.


Fernando Dantas/Gazeta Press
Fernando Dantas/Gazeta Press

Shaylon em campo contra o Linense, sua última aparição até o momento


Shaylon também é um meia de muita versatilidade. Vindo da Chapecoense, abdicou da disputa da última Copinha para treinar com o time profissional nos Estados Unidos. Apesar de algumas poucas chances no time principal durante o Paulistão, o jovem não tem sido utilizado desde a partida contra o Linense, nas quartas de final do torneio. Mais emblemático, no entanto, foi o jogo contra o Defensa y Justicia lá na Argentina, quando entrou e rapidamente foi substituído após a expulsão de Buffarini, tendo pouquíssimo tempo para mostrar seu bom futebol. Seu nome já foi discutido para empréstimo, mas nada definido até o momento.

Enquanto isso, porém, o São Paulo trouxe Thomaz, que estava no 'ótimo' futebol boliviano e que ganha oportunidades em todos os jogos. Maicosuel, nome mais velho e caro, ganha força no Morumbi também. Isso sem contar as improvisações feitas em alguns momentos da temporada. Acho que dificilmente veremos Shaylon e Lucas Fernandes com a camisa tricolor no Brasileirão. Só se a corda apertar o pescoço, como no ano passado, e o treinador apostar na base. Até lá, porém, um longo e complicado caminho se apresenta.