Daniel Guedes e Vecchio são exemplos no Santos de Levir Culpi

Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

Vecchio tem a dura missão que substituir Thiago Maia


O Santos está na terceira posição do Campeonato Brasileiro depois da vitória por 3 x 0 diante do Bahia, ontem (23), no Pacaembu, para quase 36 mil pessoas. Sim, parecia impossível qualquer melhora nos resultados depois da crise que gerou a demissão de Dorival Júnior. Mas Levir Culpi chegou, impôs algumas regras e a paz está de volta ao CT. E isso tem feito um bem danado a todo mundo, principalmente aos jogadores que não estavam recebendo chances.


Dois exemplos claros disso são Daniel Guedes e Vecchio. O primeiro, relegado ao posto de terceira opção na lateral, virou o titular com a lesão de Victor Ferraz e a péssima fase vivida por Matheus Ribeiro. Sinceramente? É para ele não sair mais do time. Ao se comportar como um autêntico lateral, ele ajuda o zagueiro a não sair destrambelhado no combate e alivia um pouco para quem faz a cobertura no meio-campo.


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Já o meia argentino adaptou-se bem na função atrás do meia. Com Yuri sendo o cão de guarda e jogando simples, Vecchio consegue ajudar na saída de bola e ainda tem a ajuda de Lucas Lima na cobertura – a vitória de ontem deixou isso visível, porque nenhum deles se desgasta cobrindo o outro. Quem diria que ele entraria e viraria um jogador muito útil? Ponto para Levir e para comissão técnica pela chance dada. E ponto para o jogador, que aproveitou.


Mas, claro, eles têm defeitos. Guedes é afobado na hora de dar o bote e acaba tomando cartão amarelo de bobeira – já foi expulso duas vezes nesse Campeonato Brasileiro. Vecchio tem personalidade forte e, caso seja contrariado, pode reclamar nas redes sociais e gerar uma crise. Ambos precisam trabalhar melhor esses aspectos.


Quem merece uma corneta, ainda que leve, é Bruno Henrique. Vi muita gente criticando Levir por falar que o atacante foi um dos piores em campo, mas o técnico tem razão. O camisa 27 é muito acima da média, porém toma decisões erradas em campo que comprometem o ataque e/ou contra-ataque do time. Muitas vezes, ele prefere o drible a um passe simples ou esperar o time chegar. Não acontece poucas vezes em que a bola sai da defesa e volta por conta de alguma decisão errada dele. Quem sofre é Jean Mota. Invariavelmente, o lateral precisa voltar correndo para fazer a cobertura.


Fazer três gols em uma partida é muito legal e serve para dar confiança. Defeitos podem ser corrigidos e é muito bom ver Levir Culpi sendo franco assim. Diferente do antecessor, que sempre mantinha o discurso de falsa evolução, ter um técnico que aponta defeitos nas vitórias é sempre construtivo para todos – elenco e torcida.


Esse Santos em terceiro ainda é inacreditável, e só prova que o futebol é o esporte mais louco do mundo.