Copetaço resolve em mais uma partida mediana do Santos no ano

Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

Copete: que homem


Sabe aquela coisa na sua vida que acontece e você não crê até ver que é verdade? É minha relação com a tabela do Campeonato Brasileiro neste momento. Após a vitória por 3 x 2 diante do São Paulo, na Vila Belmiro, o Santos está na quarta posição da competição. Como? Eu não tenho a menor ideia, mas disso eu não vou reclamar.


Porque tenho outras coisas mais importantes para contestar desse time.


Mas vamos falar de coisas boas primeiro.


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Copete é o típico jogador esforçado que o torcedor ama ou odeia. Ama quando ele faz três gols em um jogo, odeia quando ele perde uma chance clara dentro da área. Tudo isso aconteceu com o colombiano no clássico, mas, mais uma vez, ele mostra ser útil ao ajudar na recomposição e ao combater sem a bola por ele e pelo Victor Ferraz, que não marcou ninguém.


Cornetei Thiago Ribeiro antes do jogo, mas ele não foi mal e acabou sendo fundamental no segundo gol ao desarmar o jogador rival. Quem fez uma partida espetacular foi Thiago Maia, mais uma vez. Ele é o pulmão, coração, alma e corpo desse time. Que jogador espetacular (sem clubismo). Lucas Lima e Veríssimo foram ótimos mais uma vez, e Kayke, mesmo com uma bela assistência, mostrou que precisa de um Atlético-PR por semana para ver se faz gol.


Bom, agora vem a parte dos problemas. E são muitos.


A primeira delas é o latifúndio no meio-campo. Ao jogar tão espaçado entre defesa e ataque, fica um pedaço tão grande de grama sem ninguém que Bruno Menzenga poderia começar uma criação de gado ali que ninguém notaria.


Segundo, Renato está cada vez mais sem perna para ser titular e fazer o que ele tem capacidade em campo. Merece ser poupado com frequência ou há risco de não aguentar a temporada toda. Ferraz foi mal mais uma vez e David Braz cometeu um pênalti estúpido.


Por fim, a falta de concentração que vem desde os tempos de Dorival Júnior. Por sorte, o São Paulo não saiu com o empate após estar perdendo por 3 x 0.


Foi uma pelada horrível, cheia de perde e ganha no meio-campo e uma correria absurda por parte do Santos que, fisicamente, morreu no segundo tempo. Mais uma vez, quando o time conseguiu trocar três passes seguidos, fez dois gols. Mas, de resto, há muita coisa para arrumar nesse time. A posição da tabela é ilusória com relação ao futebol apresentado em campo. E ainda tem a temida janela de transferências.


A fase está melhorando, mas penso que precisamos melhorar para, pelo menos, chegar longe na Libertadores e brigar por alguma coisa no Campeonato Brasileiro.