Sem jogar bem, Santos foi salvo por Vanderlei mais uma vez

Gazeta Press
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Vanderlei é o melhor goleiro em atividade no futebol brasileiro


Apesar de mais uma vez não ter apresentado um futebol brilhante, o Santos conseguiu vencer a terceira seguida no Campeonato Brasileiro. E mais, ainda quebrou o incômodo jejum em clássicos neste ano – até então eram apenas derrotas contra os principais rivais do Estado. A vitória por 1 x 0 diante do Palmeiras, ontem, na Vila Belmiro, foi no sufoco.


Fiquei bastante satisfeito em ver que Levir Culpi não bancou Vitor Bueno no time titular. O rapaz não está jogando bem há meses e merecia a reserva. Com a entrada de Copete pela esquerda, o lado direito ficou muito mais forte com Bruno Henrique. Aliás, o camisa 27 é uma faca de dois gumes. Por um lado, ele é insinuante, driblador e coloca muita velocidade no jogo; por outro, toma várias decisões erradas, é cabeça quente e adora revidar quando toma uma entrada mais forte. Precisa encontrar um equilíbrio nisso aí.


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Outro ponto bom de Levir foi, na coletiva pós-jogo, bancar Kayke como titular. Ricardo Oliveira é muito melhor tecnicamente quando está em forma, o que não é o caso nesse momento. Kayke dá mais movimentação ao ataque e se aproxima mais dos atacantes de lado para tentar alguma coisa. Já são três gols em dois jogos e dá para começar a ter otimismo com ele, apesar de ser mal-educado com torcedor que o cobra nas redes sociais.


O Santos não jogou bem mais uma vez. Assim como na partida contra o Botafogo, o time penou para criar chances claras de gol. E ainda tomou 30 minutos de sufoco do Palmeiras. Mais uma vez, dez jogadores foram salvos por Vanderlei. O camisa 1 está jogando bem há quase dois anos, mas só agora quem deveria saber disso está vendo. Sem dúvida nenhuma, ele é o craque do Santos.


Duas coisas me incomodaram muito ontem. A primeira delas até coloquei no Twitter. O time começou a dar muito chutão, então o jogo ficou muito acelerado – exatamente como o Palmeiras queira. Isso não pode acontecer com tanto jogador experiente em campo e jogando em casa, gerando a segunda coisa que me incomodou: a falta do contra-ataque, que aconteceu por morrer com duas alterações para fazer com meio time cansado. Tudo bem que Levir chegou praticamente ontem, mas Elano não. Ele poderia ter feito alguma coisa.


Jogar mal e ganhar sempre me deixa com a cabeça fervendo depois de uma partida. Time teve mérito em criar uma chance clara e convertê-la em gol, mas levar todo aquele sufoco e depender de Vanderlei mostra muito mais defeitos do que qualidades. Muita coisa precisa melhorar para Libertadores, competição que o Atlético-PR será o rival das oitavas.


PS: não foi falta do Kayke no lance do gol. Edu Dracena tropeçou nas próprias pernas;


PS2: teve um pênalti no Edu Dracena cometido por Lucas Veríssimo nos acréscimos do segundo tempo.