Vitórias em sequência dão fôlego inesperado ao Santos

Gazeta Press
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Kayke contou com assistência de Bruno Henrique no segundo gol


Depois de um início conturbado no Campeonato Brasileiro, o Santos conseguiu emendar duas vitórias seguidas na competição. Os triunfos diante de Botafogo e Atlético-PR dão ao elenco o necessário para acalmar o início de crise e melhoram bem a posição na tabela depois de três derrotas em quatro jogos.


A vitória na Arena da Baixada mostrou como fez falta uma das armas mais letais do Santos: o contra-ataque.


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Entendo que um time precisa de alternativas e diversos estilos de jogo para sair de situações impostas pelos adversários, mas o contra-ataque do Santos era uma das coisas mais lindas no futebol brasileiro em 2015. Com as novidades implementadas por Dorival, isso se perdeu um pouco. Elano, depois do jogo pífio da quarta-feira, organizou o time para jogar assim fora de casa. E deu certo.


A questão não é de melhora ou piora, mas de como explorar uma característica de jogo que o grupo tem. É um elenco para jogar com velocidade no último terço do campo, não ficar apenas trocando passes para tentar encontrar espaço e entrar na área do adversário. Velocidade é fundamental para definir as jogadas em um jogo de futebol cada vez mais sem espaços. Roubar a bola e trocar a menor quantidade possível de passes até chegar ao gol rival é muito importante.


Santos acelerou e ganhou o jogo com dois gols no primeiro tempo. E morreu na etapa final, basicamente. Não teve jogo. Tudo bem que a opção por tentar o contra-ataque é sempre válida, mas não precisava chamar o Atlético-PR para dentro da área. Quem tem David Braz tem medo, né?

Levir Culpi assume o Santos em um momento menos turbulento para iniciar o trabalho. Não apostava em duas vitórias seguidas diante de rivais complicados – seja pelo momento (Botafogo), seja pelo histórico ruim no Campeonato Brasileiro (Atlético-PR).


Trabalho não será dos mais fáceis, mas Elano indicou um caminho em sua segunda partida como técnico interino. Diante do que não deu certo em 2017, não custa manter.