Santos sem centroavante? Isso pode dar certo

Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

Time sem Rodrigão ganha velocidade na troca de passes


Muito mais do que o 6 x 2 diante do Linense, na última sexta-feira (3), ou os laterais funcionando como armadores por dentro para abastecer uma linha de até seis jogadores no ataque, um teste de Dorival me chamou mais a atenção: nos minutos finais da partida, ele deixou o Santos sem centroavante. Uma ideia que merece ser mais testada e treinada.


Com todo respeito ao Rodrigão, que fez dois gols na estreia, ele não é dos melhores atacantes do futebol brasileiro. Ele é aquele típico centroavante que precisa receber a jogada preparada para finalizar. Nem adiante tentar colocá-lo fora da área porque parece alguém de roupa social na praia. Travado e sem o treinamento para acertar um passe, acaba minando o jogo veloz do meio-campo. Muda muito o time sem Ricardo Oliveira, de melhores recursos técnicos.


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Arthur Gomes, Vitor Bueno, Copete (Thiago Ribeiro), Lucas Lima e Victor Ferraz acrescentaram dinâmica e velocidade no terço final do campo. Ao acelerar o jogo diante de uma equipe adversária visivelmente cansada, os três gols finais da goleada saíram com certa facilidade.


Dentre todas as novidades, essa me parece com mais chances de ganhar corpo, porque Ricardo Oliveira não aparenta ter físico para atuar em todas as partidas, enquanto Rodrigão pode ser útil em outras circunstâncias de partidas mais truncadas pelo adversário e/ou com gramado ruim. E ainda tem Hernandéz, Kayke e Bruno Henrique, que não ficarão presos na área esperando o resto do time.


Olhar a evolução do time é o aspecto a ser ressaltado nessa estreia. Dorival implementou coisas novas, melhorou as antigas, pareceu estar no processo de recuperar Lucas Lima e deu confiança a Rodrigão e Thiago Ribeiro. Mas ele precisa manter o time concentrado durante os 90 minutos. Os gols sofridos saíram por desatenção, coisa que não pode acontecer.


Concentração é a palavra-chave para 2017.