Santos supera David Braz, produz milagre e se mantém no topo

Uma das funções do jornalista é falar o que ele vê como verdade (desde que explique seu ponto), mesmo que o público-alvo vá ficar chateado com o que está escrito. Mesmo que isso possa quebrar a empolgação com algo positivo. É isso que farei a na parte 1 deste texto: David Braz obrigou o Santos a produzir um milagre para se manter na parte de cima da tabela do Brasileiro. Podia ter sido muito menos dramático - por mais divertido que um bom drama seja, às vezes a simplicidade é melhor.


Parte 1 - David Braz comete dois erros infantis e o Santos se vê atrás no placar


Reprodução/TV Globo
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David Braz x Vizeu, no centro da área


Com o jogo em 1 a 1, Vizeu erra cabeçada sozinho. Veja na imagem acima como no meio da área David Braz está de costas para Vizeu, com o atacante do Flamengo entrando livre.


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Vizeu, livre, nas costas do zagueiro


No momento seguinte, com Éverton fazendo o cruzamento, Vizeu já está completamente livre nas costas de Braz, que cometeu o erro mais infantil que um zagueiro pode cometer: marcar a bola. Sorte do Santos que Vizeu errou. Algo que, logo depois, não faria...


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Na meia-lua, Braz colado em Vizeu. Por pouco tempo


No 2 a 1 do Flamengo, Vizeu está grudado em David Braz quando Arão está com a bola. Ótimo, é o que o zagueiro deveria fazer, não?


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Braz parado. Por quê?


Mas, no instante seguinte, Braz resolve que ficar parado é uma boa, e Vizeu faz o básico: se desloca. Fica livre e com todo o tempo do mundo para marcar. E Braz? Por que parou? Parou por quê?


Ainda deu tempo de, com a virada já feita, Braz cometer falta violentíssima em jogador do Flamengo, ser expulso e dar, aos 51 minutos, chance do rival empatar. Por sorte, Pará isolou a falta. E se fosse gol?


Parte 2 - Com vontade, Santos segue no topo


Há muitos anos o Santos não jogava com tanta vontade. Possivelmente desde algum momento de 2011, ainda com Neymar no time. Claro, em 2015 houve o vice na Copa do Brasil, mas as atuações que levaram o time até lá eram mais vistosas do que fruto de uma vontade extra. Em 2016, nem uma coisa, nem outra - seguimos tentando explicar a ótima campanha no Brasileiro.


Mas, em 2017, a vontade ressurgiu na Libertadores. E, agora, até no Brasileiro ela vem se tornando constante.


Porque as atuações no setor defensivo seguem calamitosas, mas Vanderlei é um herói. Porque o ataque faz poucos gols (é só olhar a tabela do Brasileiro na área "gols feitos", não é uma crítica, e sim uma constatação), mas levando de 2 a 1 aos 40 minutos do 2°t foi lá e arranjou mais dois, incluindo um balaço absurdo de um volante que tinha um gol em toda a carreira. 


Porque Daniel Guedes, sentindo a necessidade, "chuveirou". O Santos é um time que nunca cruza para a área, mas seu lateral, que deveria ser o titular, sentiu a necessidade e pronto, gol. Porque Copete e Bruno Henrique pegam a bola e correm - podem errar, ser estabanados e tudo mais, mas correm. Há quantos anos o santista não via alguém correr tanto como Bruno Henrique?


Vontade e loucura colocam o Santos lá no topo. Por volta dos 40 min. do 2°t, o Santos estava caindo para 5° na tabela Hoje, é 3° e com cinco pontos de vantagem para o 5°. Se for para ser na base da vontade e do milagre, que seja. O futebol não é exato.


Gazeta Press
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Alison marcando com chute de longe. Expliquem essa, descrentes