Neymar fora do Barcelona: a inversão de papéis

Sou alguém que tenho tudo contra dois tipos de torcedores: brasileiro que torce para time europeu e europeu que acha que é o centro do universo.


A base dos fanáticos pelo Barcelona é formada pro estes dois tipos. Então é gostoso ver o que Neymar fez e poder dar risadas. É gostoso vê-los aprender que ter o poder é fácil, ter as mãos atadas é muito, muito chato.


Não nego, portanto; dou gostosas risadas do que foi oficializado nesta quarta: Neymar se foi do Barcelona e, "poxa", que pena, não? Não.


Getty Images
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Neymar jogou já vendido este jogo? Não sei. Mas se sim, mais um motivo...


Não por ser santista, não por gostar do jogador Neymar, e sim por abominar tudo que o Barcelona representa: alguém que, por ter dinheiro (longe de ser sempre limpo), acha que pode rodar o mundo roubando talentos de locais mais pobres, mas, quando sofre do mesmo mal, fica "doído", tem seus torcedorres fazendo protestos patéticos pelas ruas...


E o Santos nessa?


Bom, o Santos (ou, ao menos, o santista) comemora o fato do absurdo e digno de pena amistoso entre as equipes que seria jogado no Brasil, enfim, foi cancelado.


"Medo de goleada?", alguém pode perguntar. Claro que não. Só não fez sentido o primeiro jogo, não faria sentido o segundo e não fará enquanto o Brasil se render a esta discrepância na questão financeira e, também, no medo que o jogador brasileiro tem em enfrentar seus ídolos de videogame.


Dinheiro? Não sei. Vai entrar mesmo? Se entrar, vão investir bem? Ou será bloqueado pela justiça por mais uma das bilhões de dívidas que o Santos acumula? Então prefiro não pensar nisso.


Prefiro dar risadas. Sempre bom quando seu esporte preferido te deixa feliz, e não triste.