Santos: vitória com estilo... de 2015

Como um blues antigo
Mas de estilo, me perdoe, de bandido
Tempo pra pensar, quer parar
Que cê quer?
Viver pouco como um rei ou muito, como um Zé?


Ou como um time antigo, mas de estilo, me perdoe, de 2015. Tempo para pensar, quer parar? Não: jogue na velocidade, no contra-ataque. Atacar pouco, como um rei, ou muito, como um Zé?


Enquanto via a vitória do Santos contra o Atlético-PR, por 2 a 0, me lembrei deste trecho de Vida Loka (parte 2), dos Racionais MC's. Meu cérebro tem dessas.


Mas acho que faz sentido: o time apostou no estilo antigo, lá de 2015, que andava muito sumido (e que eu havia defendido, ainda com Dorival, que deveria voltar, neste texto que você lê clicando aqui). Tempo para pensar? Não. Corre. Verticaliza o jogo. Maximiza a qualidade da posse de bola, não só seu tempo. Produzir pouco, mas com qualidade definidora. Não muito, mas como um Zé (falando em Zé, e Zé Love, que saudade, não? Divaguei).


Foi um primeiro tempo muito interessante, mas que nada tem a ver com mudanças que possam ter sido feitas por Elano, com o time correr mais por uma troca de técnico ou teorias do tipo. Tem, sim, a ver com uma tática que já existia, com um encaixe perfeito contra um time de defesa lenta e com a capacidade de entender que, para pontuar fora de casa, tem que ser assim. E o segundo tempo foi fraco. Na média... Média atuação.


Gazeta Press
Gazeta Press

Eu sei que teve ajoelhada de reza na comemoração, mas foi tão mais legal ver o Kayke indo para a torcida e mostrando tatuagem...


Leves pontos sobre o jogo:

- Obrigado ao repórter do SporTV que, assim que Daniel Guedes foi expulso, avisou que a culpa era de Elano, que mandara o lateral não bater a falta (2° cartão amarelo foi por cera). Quem ouviu não terá o direito de criticar a atuação do garoto que, enfim, voltou ao time.
- Daniel Guedes foi muito bem na defesa, produziu série de desarmes e, vejam só, até cruzou... De perna esquerda! Outra coisa: em uma bola invertida na área (32 min. do 2°t), deu passos para trás e cortou de cabeça, evitando que a bola chegasse tranquila ao atacante rival, livre. Pena que não poderá jogar o clássico...
- Kayke chegou a seis gols no ano, em 16 jogos. Ricardo Oliveira tem quatro, em 17 jogos. O tempo de Kayke em campo também é menor: só foi titular em cinco destas partidas, só ficando 90 minutos em uma. Oliveira foi titular em todas, ficou 90 minutos em 10 e nunca ficou menos do que 64 minutos no jogo. Kayke ganhou a vaga, certo?
- O time acabou o jogo com três zagueiros e três volantes, sendo dois destes Alison e Leandro Donizete. Sorte que vem técnico novo por aí...
- Você pode não ter visto uma notícia em português sequer sobre isso, mas, se procurar na imprensa da Argentina e do Chile, verá que o representante de Vecchio diz que o meia já está certo com o Rosario-ARG. Ele disse que não viajou ao Paraná por motivos particulares. Enfim...