Baez errado, De Nigris irmão e zagueiro indicado por garçom: o que falar, Santos?

Caro Luiz Taveira, deixo claro algo: eu não tenho nada contra garçons, jornaleiros ou porteiros de hotel. Aliás, tenho tudo a favor e o máximo respeito. Dito isso: não é possível que você pense que nós, jornalistas, e os torcedores do Santos devam achar comum, aceitável ou tratar com naturalidade uma contratação ser feita com base em indicações de desconhecidos transeuntes de Buenos Aires.


Porque este é o caso de Fabián Noguera, caso você, santista, não esteja sabendo: o empresário Luiz Taveira, com ampla movimentação no Santos, indicou o argentino com base em comentários que ouviu de pessoas pelas ruas da capital do país vizinho. 


Gazeta Press
Gazeta Press

Zagueiro não pode viver de gol. Zagueiro deve defender. Gol é lucro, apenas e só


Seu argumento, após a revelação, é de que todos são pessoas que devem ter as opiniões respeitadas e que podem entender muito de bola. É claro que isso é verdade. Mas não se pode confiar sem ir lá conferir. Sem mandar representantes do clube para assistir treinos e jogos do atleta. E não só avaliá-lo após assistir dois coletivos.


Dois coletivos. Só isso.


Agora é fácil argumentar para o torcedor que pede mais chances para Noguera: ele não joga porque Dorival, que o vê em treinos diariamente, percebeu que dois coletivos não são suficientes. E que o argentino não tem qualidade para ser útil em um time que busca títulos grandes como o Santos.


Histórico bizarro


Essa é mais uma contratação curiosa da história santista. O "zagueiro que chegou após ser indicado por pessoas nas ruas" se junta ao "Baez errado" e ao "irmão do De Nigris".


Não lembra? Vamos lá: em 1996, o Santos acertou com Edgar Feliciano Baez, atacante paraguaio que estava no Racing-ARG. Só que o clube queria Richart Baez, também paraguaio, que estava no Japão. O mistério segue: como os responsáveis confundiram o jogador, jamais foi explicado.


Já em 2005, o Santos fechou com Antonio De Nigris, atacante mexicano. Só que o objetivo (e o realmente bom jogador) era seu irmão, Aldo De Nigris. Um estava na China, outro no México. Novamente a distância geográfica não impediu o erro.