A escalação da última vitória do Santos na Bolívia é uma pérola


Há 10 anos, o Santos chegou à Libertadores com o 4° lugar do Brasileiro de 2006 - conquistado por um time muito raçudo, mas que não possuía qualidade para ir longe em uma competição mais forte. Assim, diversos reforços chegaram para se juntar a Zé Roberto, o craque da equipe.


Por ter sido o 4° colocado no torneio nacional, o Santos jogou a primeira fase da Libertadores, a dita "pré". E o adversário foi o Blooming, da Bolívia. O Blooming tem sede em Santa Cruz de La Sierra, cidade que não fica "lá no alto", como La Paz. E o Santos, assim, aproveitou para vencer pela última vez no país vizinho, o qual visita nesta quarta, para o duelo com o The Strongest.


Mas o legal daquele jogo, que o Santos venceu por 1 a 0, é lembrar a escalação da equipe. Anos depois, já é possível dizer que ela é uma pérola. Quer testar a memória? Relembre abaixo:


Gazeta Press
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Zé Roberto, já com 32 anos, era o destaque do time - na foto, imagem do jogo de volta, na Vila Belmiro


Fábio Costa foi o goleiro. Ele havia voltado ao clube um ano antes e, em 2008, teria seu contrato renovado para ser o goleiro do Santos no centenário, em 2012. Como vocês sabem, isso não ocorreu.


Pedro foi o lateral direito e autor do gol da vitória, sem querer, transformando em cobertura uma tentativa de cruzamento. Ele foi dispensado três meses depois.


Adaílton e Antônio Carlos formaram a zaga. O primeiro faria um dos gols do título Paulista meses depois, contra o São Caetano, mas ficaria marcado pelas falhas na semifinal da Libertadores, contra o Grêmio. Já Antônio Carlos, então com 37 anos, se lesionou nas oitavas de final, contra o Caracas, e só voltou a jogar em dezembro. Se aposentou usando a camisa 10 em jogo na Vila, contra o Fluminense. 


Ávalos entrou no segundo tempo e, tal como Adaílton, será eternamente lembrado pelo santista pelas falhas no duelo com o Grêmio.


Kléber atuou pelo lado esquerdo naquela noite. Era titular absoluto e vivia grande fase.


Maldonado e Rodrigo Souto foram os volantes. O chileno havia feito grande temporada em 2006, mas começou a viver má fase em 2007. Já Rodrigo Souto ainda era cabeludo, recém-chegado do Figueirense.


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Rodrigo Souto loiro e cabeludo. O tempo voa (e sim, é o Pedrinho no canto)


Cléber Santana e Zé Roberto foram os meias. O primeiro havia chegado ao Santos um ano antes e, entre altos e baixos, se manteve como titular até ser vendido ao Atlético de Madrid. Já Zé Roberto, todos pensavam, tinha deixado a Alemanha para se aposentar no Brasil logo após a Copa de 2006. E todos se enganaram: afinal, ele segue atuando, aos 42 anos.


Fabiano e Rodrigo Tiuí formaram a dupla de ataque. Lembrar de Fabiano demanda esforço: ele chegou ao Santos em 2005, mas pouco atuou até sua saída, em 2008, graças à lesões constantes nos joelhos. Aparentemente se aposentou na Matonense, em 2013. Já Tiuí deixou o clube pouco tempo depois, mas seu apelido ficou eternamente marcado: Tiuí Henry. Foi dispensado nesta semana (sim, maio de 2017) pelo River do Piauí.


Rodrigo Tabata e Marcos Aurélio entraram no lugar dos atacantes na etapa final. O brasileiro descendente de japonês, hoje, atua pela seleção... do Qatar. Já o segundo está no Luverdense e foi campeão da Copa Verde nesta semana.


Vanderlei Luxemburgo, que dispensa mais comentários, era o técnico.


Desde aquele jogo, o Santos visitou a Bolívia em 2008, quando perdeu para o San Jose, nos 3,7 mil metros de altitude de Oruro; e em 2012, quando jogou em La Paz, nos famosos 3,6 mil metros de altitude, e perdeu para o The Strongest, na estreia, e para o Bolívar, nas oitavas.


O último triunfo santista em jogos na altitude foi em 2004, contra o Jorge Wilstermann, na estreia daquela Libertadores: 3 a 2, com dois gols de Basílio e um de Alex. Um dos gols do time boliviano foi de Túlio. Sim, ele mesmo: o Maravilha.