O conformismo que pode tirar o Santos da Libertadores

Vergonha é uma palavra que não existe no vocabulário santista de 2017. Desde a enorme sucessão de erros da diretoria ao conformismo latente dos medalhões do elenco. Começou assim com Dorival, desenvolveu-se com Levir Culpi e agora no final vai atingindo sua plenitude com Elano.

Ah, que doce ilusão foi aquele belíssimo jogo contra o Atlético-MG, não é

Graças á enorme debilidade técnica do campeonato brasileiro, esse time ficou tanto tempo no G4. E periga ficar de fora da Libertadores devido à camaradagem e falta de vontade dos jogadores.


Tudo o que o Elano acertou até a vitória contra o Galo, ele errou nos dois últimos jogos. Colocar três volantes só para deixar o Renato jogar matou o time, assim como seus antecessores cansaram de fazer. Sacrificou o que daria certo por um jogador que não entrega mais nada.


Eu não consigo culpar os jogadores de “menor status” dentro do elenco, sobretudo porque eles não têm poder algum dentro do vestiário. Os líderes estão negociando com outras equipes, mas adoram cuspir mentiras na cara dos torcedores, que criticam até quem é vítima desse ciclo vicioso. Tem gente cornetando o Vanderlei. O Vanderlei. Esse é o preço que se paga quando uma diretoria omissa deixa esse tipo de coisa acontecer.


Santos está a quatro pontos do primeiro time fora da Libertadores. O Santos está envolto até o último fio de cabelo no marasmo. Jogadores andando em campo. Time rachado. Presidente pensando mais na reeleição do que chamar a responsabilidade. Se é que um dia ele chamou.


O Santos vai para as três últimas rodadas jogando com o ânimo de uma equipe rebaixada. Ficar de fora da Libertadores seria uma grande vergonha, apesar dos culpados jamais reconhecerem o significado disso, já que eles foram colocados num pedestal por terem feito 40% do que podiam.


A ferro e fogo, não seria uma surpresa muito grande devido à total falta de compromisso com a realidade. Dá dó é do torcedor, que precisa aguentar isso.


No entanto, a diretoria buscou essa situação quando abriu mão da sua identidade ao contratar um treinador que não tinha nada a ver com o perfil da equipe. Essas mesmas pessoas erraram ao não se tornarem presentes, fazendo o clube virar refém dos mesmos medalhões. A cultura do “está tudo bem, mas não está” foi instaurada lá no começo, quando erraram no planejamento. Quando a igrejinha venceu.


Essa é a geração mais nociva da história recente do Santos Futebol Clube. Uma geração de jogadores acomodados, que conquistaram pouco, mas que engoliu uma diretoria ausente, fraca e fanfarrona.


Gazeta Press
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O símbolo máximo da geração mais conformada da história recente do Santos


A esperança do torcedor vai se esvaecendo aos poucos por conta dessa cultura derrotista que se apoderou dos meandros do Santos. Todos foram engolidos pela gigantesca falta de vontade de vencer. Afinal, vários deles não vão ficar mesmo, então por que correr?