Santa Cruz: lançamento dos novos uniformes contrasta com temor por fracasso na temporada

Divulgação/SCFC
Divulgação/SCFC

Tradição e simplicidade nos novos uniformes do Santa. Torcida aprovou.


O Santinha está de roupa nova! E que beca arrumadinha, amigos e amigas corais. Finalmente um lançamento que agradou a grande maioria da nação.


Depois de quase 10 anos vestindo Penalty, o Tricolor seguiu os exemplos de Paysandu e Fortaleza e investiu em uma marca própria de material esportivo: a Cobra Coral. 


A parceria com a Bomache, empresa cearense que também confecciona os uniformes do Papão e do Leão, rendeu padrões baseados na simplicidade e na tradição. E nada mais justo. As cores e o escudo do Mais Querido são de uma beleza única. É só não inventar demais que dá tudo certo.


O que agradou também foi a qualidade do material e a possibilidade de comprar o manto que cabe no bolso de cada um. Para os mais abastados, a vestimenta idêntica à que os jogadores entram em campo custa R$ 219. A linha "Torcida", um pouco mais simples, vale R$ 179. Já a "Fan", básica, chega custando R$ 99. Além disso, o clube vai incentivar a troca de camisas piratas por descontos no novo uniforme. 


O passo requer uma grande responsabilidade. É preciso cuidar muito bem da produção e da logística de distribuição para o negócio funcionar. Se a engrenagem rodar bem, muito dinheiro entrará nos cofres corais. A projeção é que as vendas rendam R$ 20 milhões em um ano.


No entanto, a coragem para a empreitada que ainda dá os primeiros passos no Brasil, está em falta na condução do clube e do futebol. Eliminado do Pernambucano e da Copa do Nordeste após largar em vantagem nos dois primeiros jogos e sem mostrar evolução na beira da Série B, o Santa Cruz hoje é o reflexo da administração encabeçada por Alírio e Tininho e comandada em campo por Vinícius Eutrópio.


A falta de padrão de jogo, a apatia e o contentamento com apenas "jogar de igual para igual com clubes da Série A" diminuem a grandeza do Santa e vai de encontro ao espírito guerreiro que fez o clube levantar taças e conquistar os acessos nos últimos anos.


Hoje, a folha salarial do elenco é compatível com um clube de Série C. Com R$ 450 mil reais, não dá pra fazer um time para subir de divisão e conquistar o foi prometido no planejamento. Só André Balada, do Sport, ganha o mesmo que todos os jogadores corais. É muita pobreza. Fora que os atrasos continuam existindo, tanto no futebol quanto no pagamento dos funcionários (situação ainda pior).


Diante do Atlético-PR, vimos mais uma vez um time que sofre muito para criar e para morder. Os jogadores do Furacão pegavam na bola e era uma eternidade para alguém chegar dando combate. A enorme liberdade gerou uma bola na trave, uma salvada de Vitor em cima da linha e um pênalti defendido por Júlio César. 


Gazeta Press
Gazeta Press

David, o Intocável, é o jogador que mais atuou no ano. A torcida enxerga uma peça nula. Eutrópio vê um craque


Mesmo sem as peças necessárias para fazer uma equipe que se impõe em campo, Eutrópio tem culpa por não buscar alternativas eficientes. Também por insistir em uma peça nula na principal posição do futebol jogado há algum tempo: o volante. David é uma afronta à paciência do torcedor. Se esconde durante toda a partida, erra passes bestas, cerca os adversários distante da bola. Por favor, me deem a camisa 8! Eu juro que, pelo menos, vontade vai ter para roubar a bola e para lança-la a mais de dois metros que não seja para o zagueiro ou para o lateral.


Nas coletivas, o discurso é de que mesmo com tudo isso, o Santa é um "case de sucesso". Conversa que não enche a barriga de ninguém. Só a da diretoria. Anestesiados, continuam levando tudo em banho maria. Não teve uma lista de dispensa para quem ainda não jogou bola, nem vai jogar. David, Roberto, Wellington Cezar, Júlio Sheik, Primão, Everton Santos, Nininho... já deveriam ter pego o beco.


Curta o Arrudiando no Facebook!


Contratações para a Série B? NENHUMA até agora. Apenas o Santa Cruz e o Timba, que tá mais falido que a gente, não contrataram ninguém entre os 20 clubes que vão disputar a competição. O resultado se espelha nas arquibancadas. Oitavas de final da Copa do Brasil, o primeiro jogo de caráter nacional do ano, contra um adversário de camisa... e não tinha ninguém no Arruda! Claro, todo mundo já sabe o que vai ver e não quer sair de casa para voltar de meia noite com a cabeça inchada.


Se não mudar, vai ser assim durante todo o Campeonato Brasileiro. E vamos brigar para ficar em 14º, 13º, onde, definitivamente não é o lugar do Tricolor. (Se não vier coisa pior).


A Série B começa neste sábado, contra o Criciúma, lá no frio de Santa Catarina. E ninguém está confiante. A não ser, Eutrópio... ou o personagem que ele criou para ler os números conquistados contra Central, Belo Jardim, Itabaiana, Campinense, Uniclinic e Náutico. E pra piorar, Thomas, o único cara que vai para cima da defesa adversária, está de partida para o Time de Satã. Parabéns por fazer um contrato até maio, diretoria.


Na saída do Arruda, quarta-feira, encontrei o grande tricolor Esequias Pierre. Sempre animado com o Santinha, estava cabisbaixo. 


- "Tá complicado. Precisamos de um fato novo".


Precisamos, sim. De qualidade e novidade! De um zagueiro, dois volantes, um meia, um atacante, no MÍNIMO. E que o clube se vire para pagar. Não é possível que uma instituição como o Santa Cruz não consegue monetizar suas ações a ponto de formar um folha decente e colocar papel higiênico no vestiário dos visitantes. 


Chega de desculpa e passividade. Torcedor é besta, mas não é burro. E sem bola, nem organização, os fantasmas do passado vão se materializando cada vez mais no Mundão.


Procura-se um time. Procura-se treinador!