De Pitbull para Pitbull: Halef, Felipe Melo e idolatria

Gazeta Press
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Uh, Uh, Uh!!


Também lati (muito), comemorei, tirei onda com os torcedores da Coisa, e acho prudente começar o texto com essa afirmação - sabe como é, às vezes tudo que não é elogio soa insultuoso. 


Para falar da goleada do Santa contra o Uniclinic-CE e da excelente estreia como titular de Halef Pitbull, quis beber da melhor fonte para ajudar as palavras a descerem. Recorri então a um dos textos mais massas já publicados aqui no ESPN FC. Nele, o vizinho e bom palmeirense Leandro Iamin fala sobre outro Pitbull, o volante Felipe Melo, e de como a idolatria é tratada no futebol.


Idolatria se contrói com história no clube e taças levantadas. E tanto Halef, como Felipe Melo estão apenas começando a escrever suas linhas na história de Santa Cruz e Palmeiras.


A diferença entre os dois, no entanto, está justamente nos recursos usados para conquistar a torcida. Enquanto Felipe Melo, que é ótimo tecnicamente, quer adiantar o processo gritando na cara de um jogador aleatório do Botafogo-SP e usando o microfone para dizer que vai dar tapa em uruguaio, Halef tenta mostrar que pode ser o homem gol do Tricolor e criar uma identificação com a massa coral dentro do campo.


No final do jogo, o candidato a artilheiro do Arruda foi perfeito ao driblar a histeria da imprensa:


"Você acha que já pode se considerar ídolo da torcida tricolor?"


- Não, não. Fico muito feliz que a galera tenha me abraçado. Mas vou continuar trabalhando forte no treinos, com os pés no chão, procurando ajudar o Santa a conquistar vitórias importantes como essa e trazendo alegria para o torcedor.


"Já tem alguma meta de gols?"


Na minha carreira nunca fiz meta, às vezes você faz planos e Deus vem com outros. Se for para entrar como titular, ou no segundo tempo, vou aproveitar a oportunidade e mostrar meu futebol.


Pitbull é novo, tem apenas 22 anos, mas mostrou que tem personalidade e paciência. Ele também não é burro. Sabe que os três gols foram contra os reservas do braço futebolístico de um hospital em Fortaleza. E que ainda tem que meter muita bola na rede para merecer o status de ídolo.


Aliás, a resenha é a coisa mais gostosa do futebol e ao torcedor dá-se o direito de gozar como quiser! Foi bom demais se divertir no Arruda com a vitória e os latidos. Ainda falta mais pegada e mais bola na transição e na criação. Falta ainda um mói de coisa.


Basta ver que ganhamos do Náutico com um gol de Evérton Santos. Empatamos em casa contra o Belo Jardim. Vencemos o Central no sofrimento e só jogamos uma bolinha contra o banco do Uniclinic depois que eles ficaram com um a menos no segundo tempo. Óbvio que o time ainda está em formação e dá para entender a dificuldade. 


Só sei que domingo, eu vou lá pro Arrudão, apoiar o Santa no primeiro clássico contra o Time de Satã. É folha de 4 milhões contra R$ 400 mil. É raiz contra Nutella, como sempre foi. 


Vamo simbora Santinha. 

Uh, Uh, Uh!!  


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