Marca própria, sócios, MC Troia: o novo marketing coral

Divulgação/SCFC
 


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A nova e arretada camisa exclusiva para sócios.


O Departamento de Marketing do Santa Cruz, historicamente, é um dos setores mais questionados pela torcida tricolor. Insatisfação com a Penalty, falta de benefícios para se associar e diálogo com a arquibancada eram algumas das principais críticas que vinham de nós, principal patrimônio do Mais Querido. Quem não lembra da camisa "especial" de Dênis Marques, que parecia um abadá?


Nos últimos dias, no entanto, a nova gestão, capitaneada pelo carioca Dênis Victor (experiência no Vasco, Fluminense, Bahia, entre outros clubes), deu início a uma série de lançamentos que fazem parte de um projeto que pretende içar o marketing coral a outro patamar.


Plano de Sócios


A maior fonte de renda e principal aposta do diretor é no novo programa de sócios, o Santa Forte. A ideia foi criar planos que dão descontos progressivos que vão de 25% até 100% no ingresso nos diversos setores do Arruda, transformando todo o estádio em área de sócios.


Gosto bastante da ideia de poder entrar no estádio apenas com a mensalidade paga. Isso incentiva o torcerdor a ir a campo, já que ele só precisaria resgatar o ingresso a quem tem direito. Porém, parte da torcida se queixou que o novo plano é complicado de entender e está mais caro em relação ao anterior. Dênis falou sobre a expectativa de aceitação por parte do clube.


"Realmente, o plano é mais complexo e tem um valor nominal um pouco mais alto, o que exige um período de adaptação. No entanto, a médio e longo prazo ele tem tudo para garantir a sustentabilidade do Santa Cruz. Hoje é possível pagar R$ 24,90 (cartão) e R$ 30 (boleto) e ter acesso livre a todos os jogos como mandante no mês na arquibancada superior, por exemplo. Se você colocar uma média de quatro partidas em casa, o ingresso sai em média R$ 7, o que é praticamente um ingresso subsidiado. Quisemos dar a opção de o torcedor escolher onde ele quer assistir ao jogo, não só no setor de sociais, o que também restringia o limite do número de associados (cabem 9 mil torcedores nas sociais)".  


Ainda segundo o diretor, ano passado, os sócios foram responsáveis pela receita de R$ 3 milhões de reais nos cofres do Santa. Agora, para a primeira temporada de funcionamento, a diretoria espera repetir e, se possível, aumentar esse faturamento. Com esses números à luz fica ainda mais difícil entender como os funcionários passaram sete meses sem receber salário.


SCFC/Divulgação
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Diretoria está mapeando onde estão os sócios do Santa. Atualmente o quadro conta com 6 mil torcedores em dia


Marca Própria


O que também causou burburinho na torcida nos últimos dias foi uma camisa especial, com design diferente, produzida pela marca Santa Forte. A Penalty está engasgada há algum tempo e o clube sofre com distribuição ineficiente, baixa qualidade de material e falta de variedade de produtos. Esse assunto rende tanto que surgem até lendas como a "Drái Word"...


"Não temos nenhuma intenção em romper com a Penalty, com quem temos contrato até o final de 2018. Não criamos um concorrente ao nosso fornecedor. A marca Santa Forte surgiu como um projeto para oferecer aos sócios materiais de qualidade, com um preço mais acessível e uma experiência que gere identidade", explicou o diretor coral. 


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Pelos comentários nas redes sociais, a galera realmente curtiu a novidade. Mas, com o provável sucesso, como o clube lidaria com uma espécie de boicote à Penalty?


"Fico feliz que eles tenham aprovado a ideia. O futuro ninguém sabe como vai ser, mas estamos firmes e fortes com a Penalty. Inclusive, a fornecedora vai lançar no próximo dia 25 de fevereiro o Manto das Multidões, que teve design idealizado por um torcedor", adiantou Dênis. 

Vídeo de lançamento da camisa Santa Forte



Quem está investindo em uma marca própria e está colhendo bons frutos da iniciativa é o Paysandu. A quantidade de camisas vendidas duplicou (110 mil unidades) e a arrecadação total foi multiplicada por doze. Clóvis Abnader, diretor da marca Lobo, explicou a fórmula mágica do projeto do Papão. 


"Há um ano, quando estávamos encerrando nosso contrato com a Puma, decidimos fazer um estudo de mercado e apostar na criação de uma marca do clube. Para a ideia bingar, é preciso ter uma boa administração com fornecedores de qualidade (quem produz o padrão é a empresa Bomache de Fortaleza), boa distribuição logística e, claro, ser um clube de massa. O torcedor do Paysandu abraçou a causa. Eles sabem que aquele dinheiro gasto está indo diretamente para o clube, e não para uma empresa de material esportivo que paga apenas os royalties. Hoje, a Lobo expandiu para produtos casuais, linha fitness, social. Não queremos ficar apenas na área do futebol e isso é muito importante para o sucesso da marca", explicou Clóvis.


Divulgação/Paysandu
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 Galeto do Alírio, MC Troia e outras ações


Divulgação/SCFC
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Óia o Galeto do Alírio!!


Saber a identidade da massa coral e oferecer o que ela deseja é o alvo do marketing tricolor. Para isso, o clube quer trazer o sócio para dentro do clube. Durante o aniversário do Santinha, ações foram feitas para privilegiar o torcedor. Entre elas, o almoço com o presidente, que ficou famoso pela resenha gerada nas redes sociais. O #GaletoDoAlírio atingiu a lista dos tópicos mais falados no Twitter. Dênis Victor avaliou a repercussão como positiva e entrou na onda.

- A torcida do Santa Cruz é isso. Quem não gosta de comer um galeto poeirinha? Entramos na brincadeira e o assunto viralizou. Queremos estar perto do nosso torcedor e entender o que ele quer. Preconceito aqui não existe. Essa foi uma das bases de fundação do clube. Vai ter Orquestrão Coral, mas também vai ter brega. Estamos falando com o MC Troia, que sempre compartilha fotos sobre o Santa, para fazer ações no clube. Estamos atentos à resposta da torcida e confiantes no projeto".


Youtube/Reprodução
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É o Troinha carai!