Uma estrela no céu chamada Santa Cruz Futebol Clube

Santa Cruz F.C/Divulgação
Santa Cruz F.C/Divulgação

Basta olhar para o alto, encher o peito e gritar Santa Cruz!


Em três de fevereiro de catorze, o céu do Recife se enfeitou. Uma nova estrela, brilhou naquele dia. Nascia o meu Tricolor.


O compositor Bráulio de Castro, que tem mais de 100 músicas dedicadas ao Santinha, não poderia ter sido mais preciso naquela que fala sobre o nascimento do Mais Querido.


Pois, no momento em que os meninos do pátio de Santa Cruz deram vida ao maior movimento popular de Pernambuco, uma estrela passou a guiar todos aqueles que vestem as cores dessa luta.

Preto.
Branco.
Encarnado. 


As cores da inclusão. Que misturam as raças, os credos e as classes sociais desde sempre.

O Santa foi a carta de alforria daqueles que queriam brincar do jogo trazido pelos ingleses. Mas que só podia ser disputado pelos brancos nos clubes da cidade. Foi o brilho da estrela coral que colocou uma bola nos pés daqueles que a quisessem, sem distinção. Bastava olhar para o alto, encher o peito e gritar Santa Cruz! 


E essa simbiose povo-clube, que vai além de qualquer perfomance na cancha, renova-se a cada vez que os terraços do Arruda se enchem de gente. Gente que lava a alma da vida dura e real nas águas da sede tricolor a cada conquista.  


Para entrar na festa, não precisa de carteirinha de sócio, dinheiro na carteira ou carteira de trabalho assinada. Basta olhar para o alto, encher o peito e gritar Santa Cruz!


Quando fecho os olhos, me lembro de quando me apaixonei. A Beberibe fervendo. O aperto para passar da catraca. Os degraus altos da arquibancada. O time entrando em campo com o uniforme e o escudo mais lindos do mundo.

A hora do gol. Do Olê, Olê. Do abraço. Do sorriso. Do choro! 


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É impossível não amar o Santa Cruz.


O Brasil inteiro sabe e nossos rivais também. Mas só nós sentimos essa alegria por inteiro. Mesmo com todos os problemas. Com todo o atraso e descaso que insistem em bater na nossa cara. Mas nada é fácil para o Santinha, meus amigos.


Esse clube meu deu uma profissão e um emprego. Evitou que eu entrasse em depressão. Construiu amizades. Fortaleceu laços familiares. Me ajuda a ser uma pessoa melhor a cada dia. 


Eu te amo, Santa Cruz Futebol Clube.


Parabéns pelos 103 anos brilhando no céu do Recife e nos corações dos seus torcedores.


Toinho Recamonde
Toinho Recamonde

Campinense 1x1 Santa Cruz, Estádio Amigão. 1º de maio de 2016